Macron e Le Pen passam à segunda volta das presidenciais na França

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O líder do movimento político francês En Marche (Em Marcha), Emmanuel Macron, e a candidata da extrema direita, Marine Le Pen, seguem para o segundo turno das eleições presidenciais da França, segundo as projecções nesta que é uma das corridas eleitorais mais disputadas da história recente do país. O Ministério do Interior avança que, depois de 20 milhões de votos contados, Marine Le Pen está à frente com 24,8% e Emmanuel Macron segue com 22,19%, conforme a BBC. O segundo turno está marcado para o dia 7 de Maio.

No entanto, manifestantes envolveram-se hoje em confrontos com a polícia em cidades francesas, após o anúncio da passagem da candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, à segunda volta das eleições presidenciais em França. Uma multidão de jovens, incluindo grupos anarquistas e antifascistas, concentrou-se perto do Palácio da Bastilha, no leste da capital francesa, Paris, mas também noutras cidades, como Marselha e Estrasburgo, segundo o jornal Observador.

Em Paris, diz esta página electrónica, a polícia disparou gás lacrimogéneo para dispersar uma multidão cada vez mais desordeira, enquanto a polícia antimotim cercou a área. Manifestantes surgiram em várias ações da campanha de Le Pen, contestando as posições anti-imigração e o seu partido, Frente Nacional, que a candidata procurou demarcar de um passado marcado pelo racismo e antissemitismo, durante a liderança do seu pai, Jean-Marie Le Pen.

Pesquisas de opinião anteriores ao primeiro embate apontam que Macron, numa disputa contra Le Pen, sairia o vencedor e se tornaria o próximo presidente francês. Dos 11 candidatos inscritos nas eleições, quatro tinham chances reais de passar à segunda voltao. Além de Macron e de Le Pen, estavam bem cotados Jean-Luc Mélenchon (da extrema esquerda) e François Fillon (direita). Às 17h locais 69,42% dos franceses já tinham votado, um número ligeiramente inferior às eleições presidenciais de 2012, quando nessa mesma hora 70,59% já tinham depositado os votos.

Embora os institutos de pesquisa de opinião tivessem previsto nos últimos dias uma abstenção superior à das duas últimas edições – cerca de 30% do eleitorado -, a expectativa era que, desta vez, a participação se aproximasse dos 80 por cento. As urnas foram fechadas às 19h locais em boa parte do país, mas grandes cidades estenderam o voto até às 20h locais.

Na recta final da campanha, o grande tema foi a segurança, já que o país foi alvo de um novo atentado terrorista cometido na noite da quinta-feira, 20, na Avenida Champs-Elysées, no centro de Paris. Um policia morreu no ataque cometido por um criminoso reincidente, acto reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico. Por isso, a votação na França ocorreu sob forte esquema de segurança. Mais de 50 mil policias e militares estavam nas ruas e secções eleitorais para proteger os eleitores.

Em actualização

Fonte: folhape.com.br/observador.pt
Foto:Reuters

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