Mindel Brega

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Por Rosário Luz

Acho que nunca me senti tão em casa fora de Cabo Verde como há uns anos, em Salvador da Bahia. À parte o exotismo linguístico e religioso, encontrei-me perante a cara do meu povo, as casas do meu povo, o gingar do meu povo, a preguiça do meu povo… E disse isso numa night, sentada entre um Baiano e um Paulista: que se fosse Brasileira, seria Baiana. O Paulista quase gritou: “Você tá louca? Você é moderna, sofisticada, viajada… você é Paulista, minha filha! Cê já VIU esse povinho daqui?” Ri-me e pensei “Sonsent ta matá! Baianas vestidas de Paulistas.” Ma era un vej. No more.

Moro na Praia e venho com frequência a Mindelo; contudo, tanto numa cidade como noutra, estou muito menos agarrada à farra do que fui no passado. Há muito que não tinha feito uma paródia.sv fora dos limites da família, do Carnaval ou do Mindelact; mas na sexta-feira passada, fui a uma festa pré-Entrudo que albergava todos e todas. O evento teve lugar num espaço do mainstream e acolheu gente dos 15 anos aos 60, de uma variedade de sexos, géneros, profissões e origens sociais, todos vestidos com suas roupas normais. Ou seja, permitiu-me, após um hiato, contactar, transversal e sociologicamente, o grau de sofisticação urbana vigente na night Mindelense contemporânea. Nossa. Tão devagar. Xoquei. 

Já me tinham chamado atenção para o fenómeno da decadência do estilo e do bom gosto.sv; mas rejeitei sumariamente a ideia porque simplesmente não coincidia com a minha memória. Lembro-me de 2008, o primeiro ano em que participei na FIC, como SG da Câmara de Comércio de Sotavento, a instituição anfitriã na cidade da Praia. Quando vim a Mindelo para a edição de 2009, reparei imediatamente na superior urbanidade da malta expo.sv. Nessa altura ainda saía bastante, tanto no Mindelo como na Praia; e esse desnível de urbanidade reproduzia-se na night. No more.

O Mindelo que vi na noite de sexta-feira tornou-se assustadoramente provinciano. E tendo em conta que o espírito fundador desta ilha é urbano, as implicações desse provincianismo são profundas: ele representa nada menos do que a renúncia da nossa essência existencial. E isso é, obviamente, muito mau.

No passado, a Bahia dominou a política, a economia, a academia.br; no presente, ainda é proprietária das mais sagradas tradições culturais do país e o locus do seu mais valioso património arquitectónico – razões pelas quais atrai multidões de turistas do mundo inteiro. O que é ainda mais significativo é que estas tradições – restos do seu passado de centralidade – permitem-lhe continuar a produzir multidões de pensadores e artistas do mais alto nível nacional e internacional. Mas os centros de decisão económica e financeira moveram-se para o Sul; o centro de decisão política moveu-se para Brasília; e o magnífico Estado da Bahia moveu-se irremediavelmente para a periferia do país – deixando a sua mulherada muito mal vestida.

Em inícios na década de 1960, quando a minha mãe foi estudar para Lisboa, o Porto Grande do Mindelo já se encontrava em franca decadência; ainda assim ela sentiu-se, disse-me, à frente das suas colegas.pt no que tocava música, literatura e moda. A informação vinda das grandes potências culturais Europeias e Americanas ainda era um dos bens de permuta em São Vicente – e circulava com relativa facilidade pela sociedade. A existência de capital comercial nativo à cidade, de uma indústria emergente, de um proletariado portuário independentemente assalariado e das instituições académicas mais avançadas do país tinham alimentado uma produção cultural autóctone notável, que nos dava ares de uma centralidade relativa. Já a sociedade Lisboeta – tacanha sob o isolamento de um Estado Novo moribundo – padecia de um provincianismo fulminante, mesmo sendo a metrópole da qual dependíamos. 

Em 2019, o Mindelo ainda é a mais bela cidade.cv; continua a produzir artistas e pensadores notáveis, e a exportá-los para o resto do país; e atrai cada vez mais turistas para a sua Baía, seus festivais e Carnavais. Mas o Nordeste do Brasil é a prova de que a tradição e o trânsito turístico não bastam para arrancar uma região da periferia económica – e muito menos política. O que dá centralidade a um local  é capital, autonomia de decisão – e a resultante capacidade de produção e retenção de elites económicas e culturais. São Vicente fica no Noroeste geográfico do país; mas ao longo das últimas décadas, transformou-se no seu Nordeste económico e cultural; num Nordeste simbólico.

No período colonial, o centro administrativo do território.cv ficava na cidade da Praia, o seu centro logístico e comercial ficava no Mindelo, e toda a província dependia igualmente da Metrópole. Com a Independência, tudo mudou: o poder decisório da nação agora soberana foi apropriado pela cidade da Praia, à revelia de todas as outras localidades do país – que se constituíram doravante em províncias da Capital. Porquê, por maldade? Não; por necessidade organizativa.

A Independência Nacional trouxe consigo uma transformação radical no desenho económico do país: a economia de Santiago deixou de ser agrária, a de São Vicente deixou de ser portuária, e todo o país passou a subsistir largamente da reciclagem de ajudas internacionais. Ora bem: se ajuda pública é o que sustenta a economia; e se a sua captação, contabilização e redistribuição é a principal atividade política… é óbvio que a capital do país – que centraliza, por definição, a atividade política – centralizará por acumulação o grosso da atividade económica.  

Com o passar do tempo, esta centralização originada na necessidade transformou-se numa cultura organizativa arreigada. Apesar dos discursos em contrário, o Estado.cv acabou por assumir plenamente que o poder governativo assenta na capacidade política de captação de ajudas. Sendo assim, o poder político passou a encarar toda a iniciativa privada de sucesso como uma ameaça à sua consolidação. Pois, se alguém não depende de um salário do Estado, esse alguém é independente em tudo o mais. E se o seu empreendimento cresce a ponto de empregar mais alguéns, aí então torna-se numa ameaça eleitoral; num alvo político a abater.

São Vicente sofre de forma exacerbada sob esta filosofia de governação porque deve a sua própria génese no investimento privado estrangeiro e na iniciativa privada nacional. Foi este o regime económico que formatou a sua sociedade e lhe impôs urbanidade. Mas a centralização agressiva, pelos sucessivos Governos.cv, do poder político e económico na cidade da Praia, destituiu progressivamente o Mindelo do seu capital financeiro, social  e intelectual. O resultado? A sua transmutação em periferia nacional.

Esta realização não é novidade. Há muito que eu e muitos outros alertamos para a marginalização política e económica.sv. O estado é de emergência e isso é evidente pelas estatísticas e pela experiência dos seus cidadãos; mas nada me fez sentir essa decadência na pele como as roupas, os sapatos e a generalidade da interface brega da mulherada nessa noite de sexta-feira. Por vezes, apareceram-me uma ou outra das garinas estilosas que foram sempre a marca da mulher.sv; mas não eram, como em outros tempos, a norma; e a verdade é que perdiam em urbanidade para as mulheres da Praia.

Pudera. A cidade da Praia não passa de uma periferia mundial; mas se um operador turístico quiser fazer um investimento no Sal, tem que processá-lo na Praia; se uma empresa.sv tem uma questão a resolver com as Finanças, é obrigada a deslocar-se à Praia. É na Praia que se encontram todas as instâncias de decisão política e económica – inclusive  as do poder municipal, que é financiado e gerido a partir de interesses partidários sedeados na Capital. Ou seja, a Praia centraliza quase todas as instituições capazes de empregar jovens executivas,  remunerá-las generosamente e ainda enviá-las em missões de serviço a Portugal, Espanha, Brasil e EUA – onde podem observar o que há de mais radical na moda internacional e adquiri-lo com Euros, Dólares e Reais retirados às generosas ajudas de custo. Naturalmente, quando essas mulheres saem na night, espalham moda por todo o lado.

Já as suas comparsas Mindelenses raramente têm a oportunidade de viajar para os ambientes sofisticados das conferências em Paris, com hotel cinco estrelas, ajudas de custo e visitas guiadas pela cidade. Quando viajam, é por conta própria; fazem-no uma vez por ano, com muita sorte; hospedam-se em casas de família; não vão a conferências nenhumas; fazem as suas compras sem ajudas de custo; e regressam algumas semanas depois a uma cidade onde NADA é decidido. Lixado.

E digo isto da elite; porque a mulher popular.sv encontra-se num patamar ainda mais removido da periferia nacional. O seu problema não é  a baixa qualidade de tecidos e acessórios; é a impossibilidade de encontrar um emprego que lhe permita viajar UMA vez sequer por conta própria; é a carência de cuidados de saúde e proteção social; é a carência de nutrição adequada; é a carência de oportunidades de educação e mobilidade para os seus filhos. E essas carências estão todas manifestas na sua pele cansada, nos seus dentes cariados e nas expressões endurecidas por uma vida de escolhas difíceis. Ou ausência delas.

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34 COMENTÁRIOS

  1. Mais importrante do que o Brega ou o Chique caríssima é a questão dos transportes aereos em São Vicente. Isso sim merece ser escrito vezes sem conta. De resto são futilidades….

    • Acho que o que ela menciona vai muito mais alem do brega ou do chique e muito mais profundo do que a situaçao dos transportes na ilha, ela fala da “raiz do mal” do porquê de certas situações deploraveis na nossa ilha! Se ficou somente nA metofora do brega, acho que foi a sua leitura a ser superficial.

    • SEM DÚVIDA ALGUMA!!! A SITUAÇÃO ESTÁ INSUSTENTÁVEL, A CONTINUAR ASSIM SERÁ O FIM DAS PEQUENAS EMPRESAS DE SÃO VICENTE E SANTO ANTÃO

      • …Em Santo Antão não existe, nem pequena nem grande empresa. O que existe em Santo Antão é apenas “assistência”, e mão de obra para exportar…

  2. Rosário! Sempre vi em ti uma pessoa que, para além de culta, também é lúcida. Mas o teu principal predicado tem uma fórmula muito simples. “ACEITAS VER O QUE MUITOS FAZEM TODO O ESFORÇO DO MUNDO PARA NÃO VEREM. E pior. “Fazem todo o esforço do mundo para FINGIREM que não vêm”.

  3. Francamente..cada vez mais admiro os teus comentarios e a franqueza de opiniao….assino em baixo….somas e segues….de certo um exemplo pra mulherada….adorei

  4. Aprendi muito e gostaria de continuar a “conversa”… Voltei da Praia há uns meses e sinto precisamente o mesmo, mas muito sinceramente há algo em São Vicente que me deslumbra mais do que a própria (que é uns dos meus ofícios) os valores do povo Mindelense neste momento, o lado positivo de ser muito provinciano traz algo que o dinheiro não compra, e isso é incrivelmente saboroso.

  5. O comentário que bem ilustrou a realidade do nosso querido Mindelo, infelizmente pela decadência galopante, fruto de um ódio profundo dos poderes instituídos na capital após a independência, sendo este ódio explorado até à exaustão por alguma franja politica residente na Praia, que espalha a divisão principalmente entre as ilhas do norte, colocando as pessoas de Santo Antão e S. Nicolau contra S. Vicente.
    Infelizmente, vejo S. Vicente a viver de promessas ano após ano, ficando sempre as promessas por cumprir à espera do novo pleito eleitoral.
    A nível de desporto as mesmas falcatruas para diminuir S. Vicente
    Falando de provincianismo, acho que impera em todo o arquipélago principalmente na assembleia com o rol de boçais que não lembra a ninguém.

  6. Só esqueceu-se de dizer que hoje em dia na Praia, e principalmente na night, há muita mulher de S. Vicente. Poderá não conhecê-las e daí confundir-se. Esta foi só por humor.

  7. Ditto!
    Adorei a sua observação e reflexão realista do Mindelo, e do nosso ambiente em geral. No meu ponto de vista, a nossa sociedade no seu todo está em decadência, desde o vestir ao comunicar. Deixámos de saber ou usar etiquetas, e nos acomodamos com medíocre como norma.

  8. ÒI SIMONE! Tens de ensaiar mais porque desentoaste muito com a tua participação no assunto! Estamos no “Dó maior”, mas tu entraste com um “Ré menor sustenido”. Tu escreveste como se fosses uma pessoa de outra região que não Praia, mas…convenhamos. Este truque de querer dividir as pessoas que partilham uma determinada visão das coisas, já está muito batido. Ou será que não compreendeste o que leste? Ou será que vais querer me dizer que isso é só ciúmes da Rosário? Deixa meu cabelo em paz!!! (conheces esta música do Roberto Carlos???)

  9. So posso dizer, parabéns pela tua sucinta, clara e verdadeira observaçao da situação Mindelense. Eu nasci no Alto Miramar e as tuas palavras me doeram assim como quando vemos algo ruim que está acontecendo e nada podemos fazer. Entretanto, para mim, ainda valem as palavras:
    “Soncente curaçon de Cabo Verde”.
    Viva Cesária Évora!

  10. Quem mais contribui para decadência de SaoVicente são os seus filhos que uma vez eleitos para discutir os intreces do seu povo e da ilha deslumbram com o fanatismo ideológico e político defendendo mais o partido , mudando de arma e bagagens para a Praia engordando nas ajudas de custo e com medo de não serem eleitos fingem ser defensores de São Vicente mas são verdadeiros defensores do seu bolso, salvo um ou outro que sempre tenta remar contra a maré, na Praia exibem glamour e boa disposição mas em S V fingem que não conseguiram fazer aquilo para que foram eleitos cambada de ipocritas . São Vicente afunda e eles mudam para a Praia e é esta a pura realidade enfim vergonha na cara já catem 👳🏿‍♀️

  11. Muito interessante de tudo isso, é que todas as ilhas sofrem da mesma doença e, da maneira que os são-vicentinos escrevem, dá a impressão de que são as únicas vítimas.
    Em relação ao vestir, deve ter em conta que a maioria das executivas existentes na Praia, são de S.Antão, S.Vicente, S.Nicolau e demais ilhas do Barlavento ou do Norte (como quiser chamá-lo) não se esquecendo que as meninas de SV foram sempre fiteiras.
    Em relação ao assunto político resenhado aqui, a Sra. Da. Rosário Luz só não teve a coragem suficiente para dizer que o remédio dessa centralização, chama-se, DESCENTRALIZAÇÃO ou REGIONALIZAÇÃO.

  12. Ôi MUTINHA! O teu olhar está enviesado. Não vale a pena tentar mostrar-te a realidade porque não vais conseguir vê-la. É falso que todas as ilhas sofrem da mesma doença. Cada uma sofre de uma doença difrente. A origem (a causa) é que é a mesma. E essa mesma origem é o CENTRALISMO NA PRAIA. Todas sofrem com isso, mas à Praia vai-lhe dando poder e domínio e é por isso que Praia aceita e até deseja essa sua doença. Esclareci a tua primeira distorção. As meninas de S.Vicente sempre foram fiteiras? Só para veres que não tens tento na boca e não tens boa fé na alma. Imagina se resolvêssemos dizer o que pensámos das mennas da Praia. Como vês, és feliz por não saberes o que é o respeito. Mas isso faz parte do vosso mecânismo mental do cambalacho oportunista. Quanto ao resto da tua frase, se quiseres, tenta decifrar. Imagina que tu inventas o impropério tamanho de dizer que os lugares importantes e executivos do país são ocupados por meninas do Norte.. Deves andar a suar frio por algum sítio!!! Só pode ser. Os Lugares de decisão, principalmente os que decidem sobre a partilha dos recursos do país, hoje em dia são ocupados exclusivamente e propositadamente por praienses.

    • Oi Esla. Tu é que estás a distorcer o assunto a teu belo prazer e de maneira maldosa, porque nem sequer chegastes a perguntar em que sentido usei a palavra fiteira. Note-se que saio em defesa das mulheres de S.Vicente, porque sei que elas sempre vestiram bem, sempre e quando conseguem comprar seu vestido. Agora, vem alguém aqui dizer que as mulheres de S.Vicente não saem do país e, se saírem, não visitam certos sítios de élite, só vão para casa de famílias e, aproveita para pôr as mulheres da Praia no topo da moda porque elas sim viajam e visitam lugares de élite, com dinheiro da ajuda de custo? Isso sim é não ter fé na alma. Se dependesse de mim, ajuda de custo acabaria, porque, qq cidadão que saísse do país ou mesmo dentro do país, suas despesas de viagem e alojamento saíria do herário público mas, o cidadão iria contentar-se com o seu salário, seja el PR, PM, Ministro ou quem quer que fosse.
      Em relação à doença do centralismo, todas as ilhas e municípios sofrem com isso sim, uma vez que TUDO é na Praia, teu diagnóstico é que está errado; possìvelmente, estás do lado da centralização mas não tens coragem de dizê-lo.

  13. Mindel Brega? Olha quem fala! Onde está o espelho? Ainda quer falar em brega e chique? No more.
    Para a sua imformação as badias compram roupas no sucupira ou então no yá, roupa barata (até de 100 mérês) e gostam muito de camizêro. Isto é vestir chique? No more.
    Outra as mulheres mais bem vestidas em santiago são de São Vicente.
    Agora um conselho o mais importante é o ser e não o ter. Este é o discurso de quem dá muita importância ao ter.

  14. Ao Mindel Chique. Eu sou de S.Vicente e, apesar de tu (como todos nós) teres toda a liberdade de expressar a tua opinião, acho que (e desculpa-me que to diga), ne sequer entendeste o artigo de opinião da Rosário Luz. Entendeste as palavras sim, porque está escrito em portugues e aprendemos o portuques desde a primeira classe. Mas não entendeste o conteúdo, o encadeamento das palavras e das ideias, nem mesmo o propósito do artigo e muito menos o espírito do artigo (cuidado que não me estou a referir ao espírito dos “mortos” mas sim a outra coisa. Faço-te este parentesis porque já vi que toda a cautela é pouca, não vás entender outra coisa). Parece que consegues entender só a cobertura das coisas e isso de certa forma é também “breguisse”. O título, considerando a realidade do país, pode não ter sido o mais feliz mas, ela foi direta, honesta consigo própria e sem propósito ofensivo mesmo que por alguns como tu, tenha assim sido interpretada. A verdade é que, tudo que a Rosário disse, acompanhado ainda com o aumento da população, fez com que S.Vicente, hoje, tivesse muita gente brega. Não só no vestir como também no falar, no apreciar, no participar. Eu que vivo aqui, nasci aqui, há anos que não me canso de observar e comentar essa situação, como uma das consequências mais gravosas das obções governativas do país. É claro que como tu, existem iguais em todas as ilhas e um pouco por todo o mundo. Diria sem querer ofender: “gente que não sabe escolher o momento para ficar calada”. Gente que só o facto de dizer algo, mesmo que seja um disparate qualquer, já vos dá a satisfação ilusória de ter feito coisa importante ou útil. E isto também é “brega”. Ao ler o teu comentário, pareceu-me estar perante reações de um jovem imberbe, que quer mostrar-se irreverente e portador de opinião própria para dar. Mas não!! A tua opinião não está nas tuas mãos. Está nas mãos da ignorância. Do desconhecimento. Eu não ligo para estas coisas de chiquismo mas, preocupa-me, incomoda-me a breguisse. Reages assim, talvez porque te sintas incluído naquele grupo de pessoas de que ela fala. O chapéu te serviu como uma luva. Será??? Neste caso, em vez de reagires tentando botar abaixo, deverias agradecer pois, a nossa luta e a dela nesse artigo é para o bém coletivo, para a melhoria de pessoas como tu. Pensa que, mesmo que diretamente não ganhes com isso, os teus filhos que irão ter de receber os teus exemplos, poderão ganhar alguma coisa e serem melhores do que tu e mais úteis à socidade, com a intervenção dela e de muitos dos poucos caboverdeanos que ainda conseguem resistir a essa onda de mediocridade e breguisse que se vai instanlando no nosso país.

    • Ao Eduardo Fortes. Caríssimo, ancião Eduardo Fortes. O senhor tentou humilhar Mindel Chique mas foi o próprio Eduardo Fortes quem ficou humilhado. Revelou ser um ignorante da primeira. Chamou Mindel Chique de ser um jovem ignorante e analfabeto acusando a pessoa de pouca compreensão. Afinal é o próprio Eduardo Fortes que não entendeu o artigo de opinião da Rosário. Eduardo, entendeste as palavras sim, porque está escrito em português e aprendemos o portuquês desde a primeira classe. Eduardo não compreendeu o conteúdo, o encadeamento das palavras e das ideias, nem o propósito do artigo e muito menos ainda o espírito do artigo, o que é muito grave. O senhor não tem vergonha???? O jovem imberbe, que o Eduardo Fortes chamou de ignorante é mais sábio que o próprio Eduardo Fortes. O jovem compreendeu logo o conteúdo do texto, já o Eduardo Fortes, um velho que se acha sabichão, foi preciso ler e reler para entender um simples texto escrito em português que aprendemos na escola. Que vergonha. Coitado. Ainda se acha esperto.
      Assim como disseste ao Mindel Chique vou lhe dizer também sem querer ofender. É claro que como senhor, existem iguais em todas as ilhas e um pouco por todo o mundo: Gente que não sabe escolher o momento para ficar calada. Gente que só o facto de dizer algo, mesmo que seja um disparate qualquer, já vos dá a satisfação ilusória de ter feito coisa importante ou útil. E isto também é “brega”. Parece, Eduardo Fortes, que consegues entender só a cobertura das coisas e isso de certa forma é também “breguisse”. Mas não!! A tua opinião não está nas tuas mãos. Está nas mãos da ignorância. Do desconhecimento.
      Muitos como eu e a Mutinha perceberam a tamanha ignorância, estupidez e desconhecimento do Eduardo Fortes.
      Senhor ainda está a tempo de aprender português. Fala com Mindel Chique se calhar este jovem imberbe ainda terá disponibilidade de o ensinar a interpretar um simples texto em português.
      Com umas aulas de português ganharas muito mais e assim não envergonharás os teus netos e bisnetos. E se calhar, este jovem imberbe poderia igualmente ser professor dos teus filhos, netos e bisnetos assim tenho a certeza que eles serão melhores do que o senhor e mais úteis à sociedade.

      Este jovem imberbe deu ao ancião Eduardo Fortes uma grande lição ignorou-o. É assim que se trata os ignorantes. Quando o ignorante fala, o sábio cala. “O silencio é a única resposta que devemos dar aos tolos, porque onde a ignorância fala, a inteligência não dá palpites!”.

  15. Sugeria que este artigo da Rosário Luz permanecesse em manchete por um tempo mais prolongado para permitir mais reações e opiniões.

  16. MUTINHA! Ou expressaste mal ou entendi mal. Parece-me que o que aconteceu, foi a primeira hipótese. Repara que começas por dizer que os S.Vicentinos se consideram as únicas vítimas e terminas defendendo a regionalização como uma forma em que se pode resolver os problemas de todas as ilhas (e não só de S.Vicente presumo). Ora, se bem sabes que não há ilha que tem insistido na questão da regionalização como S.Vicente, a tal ideia do bem para todas as ilhas, como podes contradizer dizendo que S.Vicente se quer cosiderar como a única vítima? Talvez tenha sido aí o nosso mal-entendido.

  17. De início, subscrevi imediatamente um post concordando que acualmente Mindelo regista um aumento de gente brega. Entretanto, depois de alguma reflexão, parece-me que o artigo, nalguma parte, peca por alguma falta de clareza (acreditamos que involuntária), que acabou por me deixar (e provavelmente a outros) num certo dilema quanto ao seu verdaderio objetivo. Pode-se pensar que o mesmo tem a pretensão de pôr a tónica nas graves consequências dum centralismo quase irracional na Praia e os consequentes prejuizos que tem originado nas outras ilhas, mas de forma especializada, à ilha de S.Vicente. Mas também, pode-se pensar que o foco principal era simplesmente por em relevo a Breguisse do Mindelo. Duas situações que aparecem quase que misturadas no artigo. Ora, se fôr o primeiro caso, considero-o pertinente. Mas se for o segundo, considero que pecou por insuficiencia de abordagem. 1º) Porque embora importante, não me parece fiável analisar uma sociedade só pelo que se viu das roupas e sapatos e numa festa. 2º) Porque não me parece seguro analizar Mindelo sem comparar com a realidade Nacional. Quanto ao primeiro aspecto, se é brega aqueles sapatos e vestidos pergunta-se entretanto: Será brega, uma ilha onde se vê o povo a produzir um carnaval com a qualidade e a originalidade do carnaval mindelense? Composições de carnaval com este nível e originalidade? Obras de arte do carnaval com este nível? Enredos de carnaval com este nível? Será brega uma ilha que produz teatro como S.Vicente? Um festival de música como S.Vicente? Um festival Cavala Fresque como S.Vicente? Na música, na literatura, nas artes plásticas, no elevado e impressionante nível dos seus “escultores” (desconhecidos no país porque não são da Praia), nos seus intérpretes, nos seus músicos, nos seus compositores, no bailado, nos seus desportistas, nas suas misses sempre a ganharem internacionalmente (CEDEAO, etc) e noutras tantas coisas que não vou aqui mensionar, que até impressionam a quem quer ver com olhos de ver e com boa fé, como o povo duma ilha tão pequena como esta, e perdida no meio deste Cabo-verde pequenino e insignificante no mundo, consegue, não ocasionalmente, mas sim, ao longo de toda a sua existência, incluindo os dias de hoje (os considerados de decadência) ter iniciativas e fazer coisas, marcadas sempre pela expontaneidade e sem calculismos movidos pelo bairrismo, mas que acabam sempre por colocar o país inteiro na rota do reconhecimento internacional (mas ironicamente, nunca do Nacional). ISTO, É BREGA??? Portanto, parece-me que relativamente ao primeiro aspeto, ficou a faltar essa visão mais abrengente. Quanto ao segundo aspecto relativo à não comparação com a realidade a nível Nacioanal, também isso seria necessário para evitar criar um desequilíbrio no realçe de S.Vicente em matéria de breguisse. Por exemplo, é notável o caráter brega do próprio centralismo caboverdeano. O centralismo em cabo-verde, está longe de ser uma questão unicamente política. É eminentemente, fruto da breguisse historicamente existente na Praia e que encontrou na independência, a condição para se revelar com a ostenteção tanto desejada. Isso também é brega. Particularmente, a necessidade da capital em marcar e controlar a distância, particularmente em relação a Mindelo, não é breguisse? Um ex-ministro da cultura que ouve um Citxi-pó do grupo fidjos-di-code-di-dona e de imediato diz que nasceu um novo género musical no país, isso não brega? A única mas importante diferênça (em matéria de análise) é que neste caso estamos a falar dum Brega revestido com a aura do poder, onde o fato e a gravata escondem a verdadeira breguisse. “A breguisse cultural e civilizacional”. Analisando as coisas assim, aí sim, teremos espaço para debruçarmos sobre a forma e em como fazer para evitar que S.Vicente, ilha que sempre esteve a salvo destas situações, venha a cair nelas, quiçá, por se entender que tudo tem de ganhar o rosto da Praia (O Crioulo da Praia, a Cimbôa da Praia, a música da Praia, os governantes da Praia, os responsáveis pelas instituições nevrálgicas do país (aquelas que comandam o dinheiro) da Praia, a TCV da Praia, e como não podia deixar de ser, a breguisse da Praia e mais, e mais, etc, etc, etc,…..)

  18. Está visto que nós, os analfabetos, não devemos comentar nos jornais online porque, se pusermos uma vírgula onde não devemos, ou se por vezes escrevermos qq coisa com o telemóvel, se sair um erro de escrita e descuidarmos, não o corrigindo, os intelectuais nos caem em cima, em termos atrevidos, como é o caso da Elsa sobre meu comentário, dizendo que não tenho tento na boca, que devo andar a suar frio e, que sou feliz por não conhecer o que é o respeito. Demonstrastes aqui Elsa, que a tua intelectualidade é muito pobre.
    Seguindo o exemplo da Elsa, entra o Sr Eduardo Fortes, comentando o comentário de Mindel Chique, humilhando essa pessoa, muito “educadamente”, para não ofender, chamando-lhe de ignorante, esquecendo-se que ignorante somos todos e, muito mais ainda, o Sr Fortes, por pensar que não o é.
    Outra doença que pulula em Cabo Verde é o complexo:
    Alguns intelectuais padecem de complexo de superioridade.
    Os analfabetos, de inferioridade. Ao fim e ao cabo, ambos complexados.

  19. Oi MUTINHA! Como viste, terminei a minha segunda participação reconhecendo que terá havido um mal entendido. Mas aceito os teus adjetivos porque, fui eu o primeiro a fazê-lo em relação a ti. Da minha parte peço desculpas. Mas precisas é de ver o contexto. Eu estou farto de ouvir certas pessoas que, não encontrando motivos e argumentos para justificarem a sua pretensão, os seus atos e atitudes centralizadores, prejudicando quase todas as ilhas do país (mas, particularmente tentando marginalizar S.Vicente por ela reagir), opõem-se às reclamações de S.Vicente dizendo que esta ilha se considera a única vítima, o que não é verdade. Estando já farto deste cinismo oportuista usado como instrumento para descredibilizar e enfraquecer o peso das razões e da luta de S.Vicente em defesa de todo o país, unicamente como estratégia subtil para se poder perpetuar o centralismo, tenho de reagir por a considerar uma forma desonesta de tratar os assuntos.. E o facto é que tu disseste que “S.Vicente se condidera a única vítima”. E eu reagi não em relação a ti mas sim, em relação a esta afirmação, num contexto da sua repetição por tudo e por nada. Como vês, o esquecimento duma vírgula ou uma distração qualquer, pode acontecer a nós todos. O importante é o princípio do diálogo assente no propósito do esclarecimento e entendimento da realidade.

  20. RELENDO ESTE TEXTO DESTA SRA ROSÁRIO DA LUZ, VEJO QUE APESAR DE TER MUITAS VERDADES SOBRE A REALIDADE DE SÃO VICENTE, MAS A VERDADE QUE OS SEUS TEXTOS SÃO MAIS UMA AUTOVALORIZAÇÃO DO QUE OUTRA COISA. ONDE ELA DIZ QUE SE FOSSE BRASILEIRA SERIA DA BAÍA E QUE A AMIGA BRASILEIRA, DIZ QUE NÃO QUE SERIA ANTES DE SÃO PAULO POR SER VIAJADA, CULTA…KKKKK UM BOCADO PRETENSIOSO.OLHA QUE VI ESSA SENHORA NO DOMINGO DE CARNAVAL A PASSEAR EM SV E TA UM BOCADO CAIDINHA…KKKK FUTILIDADES A QUANTO BASTA

  21. Não tenho por hábito comentar. Leio sempre, quando o conteúdo me pega numa articulação concistente. Neste caso lamento, apenas, o facto do fim não ser o início! Contudo, tomei em devida conta que a articulista esclarece, quando diz tudo, da elite.

  22. Ao Eduardo Fortes. O seu primeiro comentário foi de uma ignorância total. O senhor tentou humilhar Mindel Chique por causa da sua sincera opinião mas como disse Carlos foi o senhor quem ficou humilhado. Porque deu opinião sem ter compreendido o texto. Kkkk

    Eduardo Fortes dirigiu estas palavras para Mindel Chique, palavras estas que cairam no Eduardo como uma luva. Kkkkkk Preste atenção Eduardo…

    “acho que (e desculpa-me que to diga), ne sequer entendeste o artigo de opinião da Rosário Luz. Entendeste as palavras sim, porque está escrito em portugues e aprendemos o portuques desde a primeira classe. Mas não entendeste o conteúdo, o encadeamento das palavras e das ideias, nem mesmo o propósito do artigo e muito menos o espírito do artigo (cuidado que não me estou a referir ao espírito dos “mortos” mas sim a outra coisa. Faço-te este parentesis porque já vi que toda a cautela é pouca, não vás entender outra coisa). Parece que consegues entender só a cobertura das coisas e isso de certa forma é também “breguisse” … É claro que como tu, existem iguais em todas as ilhas e um pouco por todo o mundo. Diria sem querer ofender: “gente que não sabe escolher o momento para ficar calada”. Gente que só o facto de dizer algo, mesmo que seja um disparate qualquer, já vos dá a satisfação ilusória de ter feito coisa importante ou útil. E isto também é “brega”. Ao ler o teu comentário, pareceu-me estar perante reações de um jovem imberbe, que quer mostrar-se irreverente e portador de opinião própria para dar. Mas não!! A tua opinião não está nas tuas mãos. Está nas mãos da ignorância. Do desconhecimento. Eu não ligo para estas coisas de chiquismo mas, preocupa-me, incomoda-me a breguisse. Reages assim, talvez porque te sintas incluído naquele grupo de pessoas de que ela fala. O chapéu te serviu como uma luva. Será??? Neste caso, em vez de reagires tentando botar abaixo, deverias agradecer pois, a nossa luta e a dela nesse artigo é para o bém coletivo, para a melhoria de pessoas como tu. Pensa que, mesmo que diretamente não ganhes com isso, os teus filhos que irão ter de receber os teus exemplos, poderão ganhar alguma coisa e serem melhores do que tu e mais úteis à socidade….”

    Acabaste de assumir publicamente que, tu Eduardo, és muito ignorante. Como conseguem emitir uma opinião sem comoreender o texto? Como? Dar opinião, ofender alguém sem crempreender o texto é uma ignorância vergonhosa e um desconhecimento total. É uma vergonha um ignorante a tentar passar por inteligente. Como o Carlos disse e bem  “O silencio é a única resposta que devemos dar aos tolos, porque onde a ignorância fala, a inteligência não dá palpites!”

  23. prosa chatinha——que sv está de mal a pior, já todos sabemos diasá, e parece q assim vai continuar: se todos os nossos impostos vão para lá sabe-se onde., que mais se poderia esperar? Mas a prosa da articulista carece de escola

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