Mindelenses recebem 2019 com fogos de artifício e shows electrizantes na Rua de Lisboa

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Dez minutos de fogos-de-artifício, pite na baía, champanhe, gritos, muitos abraços, sorrisos e palmas marcaram a entrada do novo ano para os sãovicentinos, visitantes e turistas que ocuparam toda a Avenida Marginal. De seguida, numa sincronia perfeita, mas que não foi ensaiada, a multidão dirigiu-se para a Rua de Lisboa para esperar o inicio dos espectáculos agendados. Os artistas não defraudaram e o público fez desta emblemática rua a sua sala de baile. Dançou e cantou até de manhã. O encerramento desta festa esteve a cargo da Banda Municipal que, como manda a tradição, reforçou as boas festas e boas entradas.

Faltava pouco para meia-noite quando as pessoas começaram a convergir em número significativo para o centro da cidade. Rapidamente a Avenida Marginal foi ocupada, desde a rampa da Marina até a Gare Marítima da Enapor. No rosto das pessoas brilhavam sorrisos escancarados e não faltavam abraços e beijos. Exactamente à meia noite começaram os fogos-de-artifício que, durante dez minutos, enfeitaram o céu do Mindelo com mil cores. A cada estouro a multidão dava gritos de alegria e aplaudia. Como já é também de praxe, muitas pessoas entraram no mar para esperar o novo ano dentro d´água.

“Esta festa é linda. As pessoas são muito espontâneas”, dizia uma brasileira, que está em São Vicente a gozar férias, a convite de uma amiga cabo-verdiana. “Fomos tocar na casa das pessoas. Foi muito legal”, acrescentava, encantada. “É uma alegria sem tamanho estar aqui, junto dos meus familiares a festejar a chegada do novo ano”, afirmava por seu turno Liliana Brito, emigrante, mas que optou por festejar a passagem de ano em São Vicente. “Há muitos anos que não vinha a Cabo Verde. Estou a adorar esta festa”, reforçou.

Na rua de Lisboa o clima era de festa. Constantino Cardoso foi o primeiro a subir ao palco e cantou “Boas Festas” de Paulino Vieira e, como era de esperar, lembrou a música do grupo carnavalesco Monte Sossego que evoca todas as festas da ilha de São Vicente, “Um one ne Soncente. Seguiu-se Eliana Rosa e Edson Oliveira, que conseguiram manter a vibe alta com ritmos de São Silvestre, do Brasil e da Jamaica. Foram shows curtos, mas dinâmicos. A fechar a primeira parte, Dudu Araújo, Hernani Almeida e banda assumiram o palco para um espectáculo mais longo mas, infelizmente, não conseguiram manter o mesmo astral.

Boa parte do público mostrava alguma impaciência. É que muitos fãs, como é o caso de Wilse, aguardava com ansiedade as actuações dos dois cabeças-de-cartaz desta festa do povo. Por volta das 3 horas da manhã Denis Graça finalmente subiu ao palco, sob aplausos e gritos dos presentes. Galvanizado por este apoio, este artista fez um grande espectáculo. “Ganhou” a Rua de Lisboa desde a primeira música. O público cantou quase todas as músicas e dançou, mesmo quando a música era mais calma. Bastava um parceiro (a).

Foi fácil para Djodje elevar ainda o nível. Fez um show electrizante, com luzes especiais, fogos de artifício e serpentinas. Djodje cantou durante pouco mais de 60 minutos acompanhado de um coro gigante que encheu toda a Rua de Lisboa e sabia todas as músicas. Mesmo quando parava de cantar, a multidão continuava. Dançou, fez coreografias e bateu palmas. O público repetia tudo e este jovem soube retribuir. Por diversas vezes agradeceu aos mindelenses pelo magnifico espectáculo, ele que trouxe Ricky Boy como surpresa.

Mal Djodje terminou o seu espectáculo houve uma debandada da Rua de Lisboa. O apresentador ainda tentou cativar as pessoas anunciando a Banda Municipal, mas foram poucos os que  se deixaram seduzir pelo convite, até porque já passava das seis da manhã. Mesmo assim, esta não se fez de rogada. Aliás, já é tradição a Banda acordar São Vicente com “Boas Festas”.

Constânça de Pina

 

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2 COMENTÁRIOS

  1. DEIXEM A BANDA PASSAR!
    O desfile da Manda Municipal dando as boas festas à população, para muitos, é a parte mais emocionante do S.Silvestre em Mindelo. Nos noticiários da TCV, estranhamente não se viu nada pelo que os comentários sucedem-se. Há quem considere que os proficionais da TCV em S.Vicente por vezes são displicentes com notícias importantes da própria ilha. Há outros que acham que é uma decisão da TCV na Praia de cortar notícas de S.Vicente. Dizem até que no dia em que um ministro ou o presidente ca Câmara da Praia decidirem criar um desfile de boas festas na Praia , como o que o povo criou em S.Vicente, a TCV começará a transmitir as duas noticias, falando dela como uma trdição da Praia.

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