Ministro José Gonçalves lança desafio na abertura da CVOW: Mais vida e menos plástico nos mares em 2030

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A Cabo Verde Ocean Week arrancou esta manhã em São Vicente com o foco na necessidade de preservação dos oceanos e uma gestão sustentável dos recursos marinhos. Entre as maiores preocupações desponta o combate à poluição dos mares, um dos grandes problemas mundiais actualmente. Ter até 2030 mais pais peixes e espécies marinhas a viver num oceano sem plástico é, no entanto, o grande desafio lançado pelo próprio ministro da Economia Marítima, que assegurou a disposição de Cabo Verde de assumir a sua cota parte no Atlântico.

Em Cabo Verde assumimos que temos uma responsabilidade muito grande na defesa e preservação do Oceano Atlântico e que deriva de vários factores. Por exemplo, 99,5% da área total do território nacional é água do mar. Essa parte do nosso território precisa ser vigiada, protegida e explorada de forma sustentável”, afirma Jorge Santos, Presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde. Segundo Santos, para além de Cabo Verde ser um país arquipelágico, são vários os factores que ampliam ainda mais a sua responsabilidade nesta matéria.

A eficiente unificação do território emerso só é possível pela via marítima. Parte fundamental da nossa economia está assente no mar, a nossa segurança alimentar está condicionada pelos recursos que retiramos do mar. A segunda maior exportação de Cabo Verde é de produtos do mar. Assim, é vital para o nosso país, não só explorar, mas também preservar e proteger o oceano, como fonte de sobrevivência e viabilidade económica nacional”, sustenta.

Para isso, explica, é necessário estar munido de conhecimentos e informações, mas também saber buscar parcerias internacionais que são fundamentais para se atingir objectivos específicos locais e globais. “É desta forma que a Cabo Verde Ocean Week representa um meio para o conhecimento mútuo e promoção da cooperação.

Realça o ministro José Gonçalves, tutela da Economia Marítima, que há uma crescida consciencialização mundial do papel primordial que o mar desempenha no equilíbrio do ecossistema do planeta, no quadro da “economia azul”. Desse modo, diz o governante, urge a cada organização internacional, cada país, cada município, cada cidadão o dever de assumir a sua responsabilidade pelo cuidado da saúde e bem-estar dos mares e dos oceanos.

Cuidar do mar e dos oceanos é uma tarefa que deve ser pontuada por eventos marcantes de nível internacional, e não periodicamente. É neste sentido que ocorre esta primeira edição da Cabo Verde Ocean Week, um evento de grande envergadura e de muita importância para o país. Por isso, mãos à obra para que em 2030 tenhamos mais peixes e mais animas marinhos num oceano sem plástico” concluí o ministro, sem antes recordar que, em Junho de 2017, Nova Iorque deu início ao grande evento internacional Our Oceans Meeting, iniciativa que teve continuidade em vários, inclusivo Cabo Verde.

Para o Presidente da Câmara Municipal de São Vicente, a actual geração está a corrigir erros e a abrir caminhos com um potencial inovador e que configura a esperança de um futuro sustentável e com acesso aos recursos para todos.  “O padrão de consumo das nossas sociedades vem exercendo cada vez mais pressão sobre os recursos do planeta para níveis insustentáveis. Os ecossistemas estão a chegar a pontos de roturas críticos e urge mediação colectiva para assegurar a sustentabilidade do planeta para o futuro que queremos para nós e os nossos filhos”, adverte Augusto Neves.

Para atingir esse desiderato, explica Neves, é fundamental uma mudança de atitudes e comportamentos que permita a gestão equilibrada dos recursos naturais e promova um consumo racional, sem desperdícios, assim como gasto de menos energia, água e outros recursos. “Esperamos ver mais avanços no desenvolvimento sustentável e alterações climáticas, para celebrar o ambiente ao tornarmo-nos mais conscientes do seu impacto ecológico”, termina.

A primeira edição da Cabo Verde Ocean Week conta com a presença de diversas personalidades nacionais e internacionais como é o caso do comissário europeu Carlos Moedas. Feita a abertura segue uma série de painéis que visam discutir pontos cruciais da Economia Azul e desenvolvimento sustentável.

Dados estatísticos indicam que mais de 3 milhões de pessoas (quase 40% da população humana) dependem dos oceanos como fonte primária de alimentação. Cerca de 80% do comércio global, em volume, é transportado por via marítima. Mais de 350 milhões de empregos no mundo estão ligados às pescas oceânicas.

Natalina Andrade (Estagiária)

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1 COMENTÁRIO

  1. PAÍS DE POLÍTICOS DE EXPEDIENTES, SEM ÉTICA NEM CARÁCTER. NÃO SE AGUENTA MAIS VER ESSA GENTALHA NESSAS HIPOCRISIAS DE WORKSHOPS, CONFERENCIAS…BLÁBLÁBLÁ. MANDA CUIDAR DOS OCEANOS DEPOIS DE VENDEREM O NOSSO MAR A UNIÃO EUROPEIA AO PREÇO ESCANDALOSO???? PARA ORGANIZAR ESSE DITO EVENTO CONTRATAM OS DITOS SERVIÇOS DE LEÃO LOPES QUE POR SUA VEZ EXPLORA DE TODAS AS FORMAS OS SEUS ÚLTIMOS ESTUDANTES DA SUA ESCOLA FALIDA E-MEIA?? QUANTO PAGARAM A ESTE CARA QUE OCUPA GRATUITAMENTE EDIFÍCIOS PÚBLICOS DESTA ILHA PARA PINTAR AQUELAS PALHAÇADAS??? ESSES DITOS EVENTOS SÓ SERVEM PARA DAR O QUE GANHAR A ESSA GENTE SEM ESCRÚPULO EM COFFE BREAKS, CARTAZES, AJUDAS DE CUSTO..NOJO DESSA ESCUMALHA TODA QUE NADA FAZEM DE POSITIVO PARA CABO VERDE.

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