Ministro Paulo Veiga anuncia primeira medida: Directores da Economia Marítima e dos Recursos Marinhos empossados já na sexta-feira

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O ministro da Economia Marítima concede posse depois de amanhã aos novos responsáveis tanto da Direcção-Geral da Economia Marítima como de a dos Recursos Marinhos, naquela que será a primeira medida levada à prática por Paulo Veiga enquanto tutela do sector. Segundo o governante, para o primeiro organismo escolheu Malik Lopes, assessor do anterior ministro José Gonçalves, enquanto que Albertino Martins, técnico do IMAR (ex-INDP), passa a assumir as rédeas da DG dos Recursos Marinhos. 

Entretanto, Paulo Veiga realçou esta manhã que o seu ministério aguarda apenas a promulgação pela Presidência da República dos projectos-lei da Escola do Mar e do Campus do Mar, que serão instalados na cidade do Mindelo, para dar posse ao conselho directivo do IMAR – Instituto do Mar – (substituto do INDP). Em paralelo espera que o ministério da Educação possa conferir posse também ao Reitor da Universidade Técnica do Atlântico, algo que poderá acontecer muito em breve, já que os documentos deram entrada na Presidência em Dezembro. “O objectivo é ter todos os conselhos directivos e a reitoria empossados em S. Vicente até a primeira quinzena de Fevereiro”, assegurou Veiga durante visitas que efectuou esta manhã a algumas das instituições sob a sua tutela, nomeadamente o IMP, IPIAAM (Instituto de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos e Marítimos), IMAR e Cabnave para apresentar os cumprimentos de ano novo e conhecer os projectos e planos de actividades para 2020 com mais profundidade.

O objectivo, como reconhece esse ex-Secretário de Estado da Economia Marítima, é ver como acelerar a implementação das políticas já delineadas pelo Governo para o sector, agora que tomou posse como ministro, em substituição de José Gonçalves. A primeira instituição visitada foi o Instituto Marítimo e Portuário, que está em fase de restruturação. Segundo Veiga, a orgânica do IMP será alterada no primeiro trimestre deste ano, o documento será brevemente analisado pelo Conselho de Ministros, pelo que queria saber junto do Conselho Directivo do Instituto quais os projectos a ser implementados e os investimentos necessários. “O objectivo é criar um ecossistema que possa permitir um envolvimento económico mais eficiente para a melhoria das condições de vida dos cabo-verdianos. O IMP, o IPIAMM, o IMAR, Enapor, etc., são entidades importantes para se alavancar e fazer funcionar a economia marítima”, frisou o governante, que vai aproveitar essas reuniões para também dar orientações com base nas expectativas do seu ministério.

Esta tarde, Paulo Veiga vai encontrar-se com a administração da Enapor, momento que ele espera aproveitar para conhecer mais detalhes sobre a construção do Terminal de Cruzeiros, obra que, acredita, deve arrancar neste semestre. No tocante ao Oceanário do Mindelo, processo iniciado pelo seu antecessor, o ministro garante que vai contactar o arquitecto norte-americano Peter Chermayef e saber em que fase anda o projecto.

Empossado no dia 10 deste mês, Paulo Veiga já fez encontros com o seu pessoal nas cidades da Praia e do Mindelo, mas negou avançar quais as restruturações internas que vai fazer. Relembra que tem 60 dias disponíveis, pelo que, diz, ainda é cedo para abordar o assunto publicamente.

KzB

8 COMENTÁRIOS

  1. Sr. presidente da CMSV!
    Logo no seguimento do fim da inauguração da asfaltagem Mindelo-Baía, durante a sua apresentação na presença da minstra Eunice Silva, o arquiteto apresentador do projeto de requalificação da Baía das Gatas, fez questão de destacar que a parte da drenagem de águas era aquela que iria tomar a maior parte dos trabalhos da referida obra de requalificação.

    Foi anunciado que as obras iriam começar logo a seguir àquela inauguração da asfaltagem.
    Foi no mês de Agosto.
    Há dias, 5 meses depois, a ministra Eunice Silva veio justificar o não início das obras, mas também, a sua decisão de “REDUZIR O VALOR DA OBRA”, justificando que – “na elaboração do estudo do projeto, não tiveram em conta a necessidade de trabalhos drenagem, o que obrigou agora a reformular o projeto e a ter de reduzir custos que com a drenagem iriam ficar muito elevados.

    As minhas perguntas são:
    Se no mês de Agosto, o estudo apresentado pelo arquiteto na presença da ministra, já considerava esses custos dos trabalhos no respeitante à drenagem, inclusive considerando-os como a parte mais volumosa dessa obra, gostaria de saber:

    1º – Como é que essa parte respeitante à drenagem conseguiu desparecer daquele estudo?
    2º – Caso o que a ministra disse fosse verdade, isto é, que fosse verdade que a parte da drenagem não tivesse sido incluida no estudo do projecto, qual a credibilidade duma empresa que faz um estudo de viabilidade e esquece-se da parte da drenagem de águas?
    3º – E ainda caso tudo isso fosse verdade e não fosse assustador alguém que trabalhe assim, porque é que deparando-se com essa siruação inexplicável, a ministra prefere optar imadiatamente por reduzir o valor do projecto, em vez de o distribuir por dois orçamentos. Assim, começaria as obras este ano, com o que já está orçamentado, e, poderia conclui-lo (o projeto original anunciado no mês de Agosto) no próximo ano, numa outra orçamentação.

  2. FACTOS:
    1 – Em S.Vicente, é entendimento comum de que a Electra está extremamente mal localizada.
    Na verdade, lá onde está…
    – Prejudica o ambiente marinho – a enseada de corais
    – Prejudica o ambiente terrestre – poluição sonora e poluição do ar.
    – Prejudica a organizaçåo urbanistica na orla terrestre da baía do Porto Grande.
    – Prejudica a economia com efeitos negativos sobre a oferta turistica.
    2 – Os sussessivos governos também pensam o mesmo mas, falta dinheiro para se fazer essa deslocalizaçåo.
    3 – Existe um estudo que indica a Salamansa como o melhor local para apanha de água em S.Vicente.
    4 – José Almada Dias já apresentou uma via para se fazer essa deslocalização sem custos para o Estado.
    A ideia era a seguinte troca:
    – Um investidor faz a referida deslocalização da electra para Salamansa.
    – E em troca, o Estado lhe cede gratuitamente o valioso terreno da Electra na laginha, para fins de investimento turistico privado e adequado para aquele espaço e para a cidade.

    Concordo com a ideia e até vou mais longe na forma como torná-lo um negócio irrecusável para um potencial investidor privado.
    – Ė que, para além de o oferecer todo o terreno da electra, a esse terreno poderia ser acrescentado ainda, o terreno contiguo da zona do trampolim da Matiota.
    Parece-me que por este caminho, matariamos varios coelhos com uma só cajadada:
    – A electra seria definitivamente retirada daquele lugar.
    – A electra seria definitivamente colocada no melhor lugar segundo indicacao de estudos ja feitos.
    – Ao espaço da laginha, seria definitivamente conferida a dignidade que precisa.
    – A Baía do Porto Grande conquistaria a nobreza que almeja para ser de facto uma zona turistica efetivamente de alto nivel.
    – Tudo feito pela via do investimento privado, gerando economia, riqueza, emprego e desenvolvimento ao país.
    – Tudo isso, SEM QUAISQUER CUSTOS PARA OS COFRES DO ESTADO.

  3. Psssst! Ca bo bem que es ideias! Ainda es ta ba constuí um prédio de 101 andares justamente la y pronto. acabou a vista bonita!

  4. Concordo plenamente com essa ideia e só quero sublinhar alguns aspetos que foram ditos, para que não restem nenhumas dúvidas.

    * Este negócio da deslocalização da eletra é aquilo a que se pode chamar de – “um negócio intra-muros”. Ou seja, um negócio em S.Vicente e de S.Vicente.

    Porque toda esta operação de deslocalização da eletra se realizará no seguinte cantexto:

    1 – Contexto dos CUSTOS

    – Não acarretará nenhum encargo para o Estado.
    – O Estado não terá que desviar nenhum valor do orçamento que à partida poderia estar destinado a qualquer outra ilha, para que essa operação se concretize.
    – O Estado não terá que desviar nenhum valor do orçamento que à partida poderia estar destinado a qualquer outra área de intervenção (saúde, educação, cultura, segurança, desporto, agricultura, ou seja o que fôr), para que essa operação se concretize.
    – O investidor privado praticamente não terá qualquer custo com a deslocalização, já que será compensado com um dos terrenos mais caros e priviegiados da ilha. (Instala a eletra na Salamansa e depois faz o seu investimento no grande terreno que era da eletra, sem ter de pagar nada)

    2 – Contexto dos BENEFÍCIOS.

    – O investidor privado, se fôr inteligente, tem claramente a projeção de grandes negócios e rendimentos.
    – A Câmara municipal receberá o IUP e aumenta a sua participação no fundo do turismo.
    – O município se desenvolve, não só a nível económico como também urbanístico e na geração de emprego e rendimentos para as famílias.
    – O Estado receberá os impostos que serão canalizados para o orçamento para servir o país inteiro.

    3 – CONCLUSÃO
    – CUSTOS: Não haverá custos para ninguém.
    – GANHOS: Haverá ganhos para todos. (Estravasa os muros da ilha).

    4 – PORTANTO
    – A única coisa que é preciso, é só a boa vontade das autoridades (Ministro do turismo, Ministro da Economia Marítima, Primeiro-ministro, Câmara municipal de S.Vicente).

  5. Bô ca compreendel sê ideia. Bô ca nem prestá atenção nu que ele dzê e bô ta reagi logue atoa e na maldade.
    Sê ideia é que quand eletra fôr deslocalizód da lá, lá ê pa bá ser construido um quartel subterrâneo de Alcaeda ou de Estado Islâmico, tud escure, escure de brêu, sô pa bem pô bómba na Sóncent.
    E aquel bómba ê pa bá expludi justim decima de bô cabéça.
    Ê sô esse linguagem li que bô ta intendê??? Sô linguagem, ideia e esperança deprimid???
    Óh home! Ó cma bô tem sô pensamente negative.
    Bô ta oiá cosa sô pa sê lóde mariód, e se ca tiver um, bô tem que invental.
    Um prédio de 101 andar???
    Sô se fôr de cima de bô cabeça!!!! Ignorante contra evolução de Sóncent!!!

  6. Ó Manel Bandid!
    Ca bô bem que ideia de trá um carta de condução.
    Depôs bô podê tem acidente.

    Ca bô bem que ideia de cmê pa matá fome.
    Bô podê panhá um congestão.

    Ca bô bem que ideia de aceitá um convite pa bá pa um festa dóne.
    Lá podê sei um guerra e bô podê morrê!

    Ó cumpád! Bô ta que alma mute escure e atrapalhód!
    Bô precisá bá pa um futcer bá espiá o que ele podê fazê que bô.

  7. Eu que escrevi a sugestão, obviamente que sei que tem que existir lei sobre a proximidade e tipo das construções e que a lei tem que ser respeitada.
    Mas isso não significa que a cidade e a ilha têm que ficar paradas no tempo.
    Não se tem de pensar só em betão, só em grandes contruções para que um investimento seja rentável.
    É claro que ninguém iria eceitar uma torre ali naquele lugar mas, quem conhece o mundo e tem sensibilidade, sabe como a natureza dum espaço como aquele pode ser aproveitada para ser um espaço de requinte, extremamente nobre e elegante, que trará muito mais para a ilha, do que a eletra.

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