Mirri Lobo e amigos voltam a aquecer noite na praça Dom Luis: “Ta da, ta da” parabéns a Soncente

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A magia da música cabo-verdiana invadiu ontem à noite a praceta Dom Luís, no centro da cidade do Mindelo, levada pelas vozes, experiência e qualidade dos cantores Mirri Lobo, Jorge Sousa, Jennifer Soledad, Dani Santoz, Constantino Cardoso e Zeca d’Nha Reinalda. Um lote de luxo de artistas acompanhado por uma banda composta por seis músicos, liderados pelo consagrado produtor e multi-instrumentista Kim Alves. Do outro lado, uma plateia compacta e animada, que estimulou a performance dos músicos naquela que foi a segunda presença consecutiva do projecto Mirri Lobo e amigos no município aniversariante de S. Vicente.

“Como disse no início do concerto, actuar em S. Vicente tem outra dimensão artística. Aqui o público é diferente, tem uma maior sensibilidade musical pelo que o artista se sente motivado”, confessa Dani Santoz, o primeiro convidado de Mirri Lobo a subir ao palco para interpretar três dos seus maiores sucessos, um deles a música “Triste e sabê”, num duo com Mirri. “Eu e Mirri já temos uma parceria de longa data e para mim foi uma sensação muito grata participar neste espectáculo”, diz Santoz, que reside nos Estados Unidos.

Sempre jovial, apesar dos seus 70 anos de idade, Jorge Sousa voltou a mostrar que “velhos são os trapos”. “Eu sou assim, gosto de estar em palco, é o meu espaço”, confessa esse show man, que encantou mais uma vez o público tanto pela escolha das músicas como pela sua atitude. “Adorei esta experiência e espero que Mirri Lobo mantenha esta iniciativa de pé porque tem pernas para andar”, frisa Sousa, que actuou no ano passado nesse mesmo projecto, exactamente no mês de Janeiro.

A performance de ontem, segundo Mirri Lobo, em nada ficou a dever a do ano passado no mesmo palco. A única diferença, diz, é o repertório. “O ambiente e a energia dos artistas foi praticamente idêntico. Como é natural trouxemos músicas novas. No meu caso escolhi alguns dos temas do meu próximo CD e acho que o público gostou. Fiquemos a aguardar agora o lançamento oficial do trabalho, que traz composições mais viradas para espectáculos ao vivo”, comenta Mirri Lobo, para quem o disco “Ta da, Ta da” tem como ingrediente um lote musical para todos os gostos.

O futuro do projecto “Mirri Lobo e amigos”, segundo o mesmo, parece promissor. A iniciativa, nascida no Sal, rapidamente ganhou abrangência nacional e chegou inclusive à cidade portuguesa de Oeiras, tendo já produzido seis espectáculos com uma expressiva diversidade de convidados. Aliás, a essência do projecto é juntar no mesmo palco os vários ritmos cabo-verdianos: morna, funaná, coladeira… Tudo isso ficou patente nas actuações de Zeca d’nha Reinalda, Constantino, Dani Santoz e Jennifer, que “buliu” o público com a canção “Soncent e especial”, um ritmo carnavalesco dos mandingas.

Para o edil Augusto Neves, Mindelo recebeu uma prenda à sua medida com o espectáculo de ontem à noite. Mirri Lobo, segundo o presidente da Câmara de S. Vicente, é um declarado amigo da ilha e voltou a mostrar isso com a qualidade deste segundo concerto.

Kim-Zé Brito

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