Mural Cesária Évora inaugurado: Neves deixa perceber que a obra não será destruída por nenhum edifício

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O mural Cesária Évora foi inaugurado esta tarde pelo autarca Augusto Neves, tendo ficado no ar a ideia de que a Câmara de S. Vicente não irá permitir a construção do Centro Cultural Português nesse espaço. O edil evitou conceder uma entrevista colectiva, mas deixou entender numa conversa informal com os jornalistas que a obra assinada pelo artista Vhils continuará segura no seu pedestal. Neves foi mais específico ao enfatizar que nenhuma construção será feita no parque de estacionamento, que fica contíguo à parede onde foi executado o desenho da Cise em baixo-relevo, com recurso a berbequins, pela equipa liderada pelo referido artista português.

No seu discurso, o ministro do Turismo também deu a entender que a própria praça pode mudar de nome. “Esta praça que nós todos conhecemos por Praça Dom Luiz se calhar neste momento tenha adquirido uma nova dimensão com esta gigante da nossa música”, lançou José Gonçalves, que evitou ir “mais longe” sobre aquilo que, diz, as pessoas lhe confidenciaram. E, conforme apurou o Mindelinsite, o ministrou foi abordado por algumas personalidades mindelenses sobre a possibilidade de a praça passar a ser chamada Largo Cesária Évora.  

O certo, disse o ministro Gonçalves, é que a obra atribuiu uma outra expressão à imagem de Cesária Évora e tornou-se numa atracção turística para a cidade do Mindelo. “A partir de agora os turistas vão querer fazer uma foto desta imagem”, salientou o governante, lembrando que, se Mindelo quer augurar ser uma cidade cultural e apostar no turismo de qualidade, precisa valorizar marcos do género.

Para Augusto Neves, a inauguração desse desenho é um momento especial para a terra da Cise, uma ilha onde todos têm a artista no coração. “Esta homenagem é mais uma forma de mostrar toda a dedicação que temos pela Cesária. Em nome da Câmara queria agradecer a Vhils e a sua equipa”, disse Neves, que aproveitou o momento para oferecer o livro de Germano Almeida “Viagens pela História de S. Vicente” ao artista conhecido por Vhils. Este agradeceu o gesto, mas principalmente a forma como ele e a sua equipa foram recebidos em S. Vicente.

Esta obra, segundo o vereador Rodrigo Rendall, resultou do engajamento de muita gente e instituições. Esse carimbo artístico, a seu ver, é também um testemunho da cultura cabo-verdiana que vai ter uma repercussão profunda na imagem da Cesária Évora e da ilha de S. Vicente, no aspecto turístico.

Kim-Zé Brito

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3 COMENTÁRIOS

  1. Se Cesäria Ėvora é a personalidade caboverdeana mais reconhecida e admirada no mundo, pensei.
    Quantas paredes Mindelo vai precisar, para poder homenagear tantas outras figuras maiores deste nosso país.
    E decido deixar uma pequena lista aos responsaveis locais dalguns daqueles que fisicamente ja nao estao entre nós.
    – Bana
    – Belėza
    – Biûs
    – Tututa
    – Jota Monte
    – Luis Rendall
    – Manuel de Novas
    – Sėrgio Frusóni
    – Luis Morais
    .
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  2. Um espaço cultural sim. Mas um espaço cultural que de agora em diante será para sempre abençoado com a figura da nossa Cesária, mas também, sempre que possível, prestigiado com a presença de figuras como o senhor que também está para sempre semeado no nosso coração e a quem desejamos ainda muitos e longos anos de vida.

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