Oficiais do Sudão do Sul acusados de crimes contra a Humanidade e Coreia do Norte diz que Guterres é um subordinado dos EUA

39

Trinta e oito oficiais do Exército e três governadores do Sudão do Sul foram identificados e acusados por uma comissão das Nações Unidas de crimes de guerra e contra a Humanidade, segundo um relatório publicado hoje. Já a Coreia do Norte criticou Guterres e acusou-o de ser um subordinado dos EUA.

Entre os acusados pela comissão das Nações Unidas estão oito tenentes-generais, 16 generais, 8 generais de brigada e 5 coronéis, assim como três governadores estatais a quem se podem imputar crimes atrozes, de acordo com o relatório elaborado por um grupo de peritos, que contém informação abundante e suficiente para estabelecer a responsabilidade individual por estes crimes.
O dossier contém 58 mil documentos e 230 declarações e entrevistas, e servirá de base para o estabelecimento de um tribunal especial ou outro mecanismo que garanta a sanção dos criminosos, escreve a agência de notícias espanhola Efe.

A ONU procura assim cumprir um dos pilares do acordo de paz assinado em 2015 entre o Governo do Sudão do Sul e os rebeldes, que ainda assim não conseguiu parar o conflito e o banho de sangue que começou dois anos antes. O relatório detalha crimes atrozes contra civis, como degolações e castrações, e revela que algumas crianças foram obrigadas a matar os seus parentes ou vê-los a serem violados. A ONU estima que um quarto das vítimas de abuso sexual neste conflito são crianças, que constituem uma geração perdida, e “apenas um em cada treze vão conseguir terminar a primária”. Desde finais de 2013, quando o conflito se iniciou, 4 milhões de sudaneses fugiram do país.

Enquanto isso, a Coreia do Norte criticou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, por apoiar sanções para pressionar o país a entrar em negociações com os Estados Unidos sobre a desnuclearização, referindo que ele tem actuado como um subordinado. A Missão da Coreia do Norte nas Nações Unidas referiu, numa declaração, que não haveria problema nuclear na península coreana se não houvesse uma “política hostil” dos Estados Unidos e se não existisse “chantagem ou ameaças nucleares”.

A missão considerou que as declarações de António Guterres na Conferência de Segurança de Munique, em 16 de Fevereiro, foram “imprudentes” e com uma “mentalidade inflexível baseada em preconceito extremo sem qualquer consideração de imparcialidade”.”Não disse uma única palavra contra os Estados Unidos, que são os principais culpados por todo o agravamento da situação atual”, referem, considerando António Guterres com um subordinado dos Estados Unidos. O secretário geral das Nações Unidas disse que, pela primeira vez desde a Guerra Fria, o mundo enfrenta a “ameaça de um conflito nuclear”.

António Guterres afirmou que as sanções sucessivamente mais duras impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para pressionar a Coreia do Norte são “absolutamente essenciais de ser mantidas”. “Mesmo que as relações entre as duas Coreias tenham melhorado, vamos ser claros, essa não é a questão central que estamos a enfrentar. A questão central continua a ser a questão da desnuclearização”, disse.

A Missão da Coreia do Norte pediu a Guterres para “refrear o seu comportamento” e entender que a ameaça nuclear é dos EUA, que está a desenvolver armas nucleares mais sofisticadas e relatou a “sua ambição para ataques nucleares preventivos” contra o Norte. “Se António Guterres realmente quiser resolver o problema nuclear na península coreana, deve apelar ao Conselho de Segurança para promover o melhoramento das relações inter-coreanas e desencorajar os países vizinhos de perturbar o processo”, conclui.

Fonte: Notíciasaominuto
Foto:Reuters

(Visited 48 times, 1 visits today)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here