Participação na eleição presidencial da França vai em 28 por cento

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A taxa de participação no primeiro turno das eleições presidenciais da França já alcançou 28,54% neste domingo, o que representa uma leve alta em comparação com 2012, segundo o ministério do Interior francês. Os colégios eleitorais fecham às 19 horas locais na maior parte das cidades e uma hora mais tarde nas cidades maiores.

A mobilização dos eleitores é uma das incógnitas nestas eleições, com quatro candidatos bem posicionados para passar ao segundo turno. A disputa aumentou nas últimas semanas e as pesquisas mostram que, apesar de o centrista Emmanuel Macron aparecer na liderança, há outros adversários políticos com boas hipóteses de passarem ao 2º turno, como por exemplo Marine Le Pen.

Outra dúvida que pesa sobre o primeiro turno da eleição é se o ataque na Avenida Champs Élysées, que deixou um policia morto e dois feridos, na quinta-feira (20), terá algum impacto na votação, que já era apontada como a mais imprevisível dos últimos 50 anos. Mais de um terço dos eleitores franceses mostra-se indeciso e, com isso, o nível de abstenção deve ser alto – em torno de 30 por cento.

Embora Macron siga favorito na primeira volta, a candidatura dele e da sua principal rival, a líder da extrema-direita Marine Le Pen, perderam fôlego às vésperas do pleito, segundo uma pesquisa divulgada pelo jornal “Le Monde” na quarta-feira (19). Por outro lado, a ascensão na última etapa da campanha do candidato da extrema esquerda, Jean-Luc Mélenchon, e do conservador François Fillon faz com que os quatro candidatos tenham chances de ir a um segundo embate, que acontece a 7 de Maio.

O ataque na avenida mais famosa da capital francesa colocou a segurança nacional no topo da agenda. Candidatos com pontos de vista mais duros sobre segurança e imigração, como Len Pen e Fillon, podem ganhar um impulso maior entre alguns grupos de eleitores. Após o ataque, o Governo afirmou que houve a mobilização das forças de segurança, incluindo unidades de elite, para apoiar os 50 mil agentes e 7 mil militares destinados a garantir a tranquilidade dos cidadãos durante a eleição. Dois dias antes do tiroteio em Champs Elysées, a polícia prendeu em Marselha, sul da França, dois homens suspeitos de planear um atentado.

C/g1.globo.com
Foto: François Fillon nas urnas

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