Prevenção e (in)segurança II

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Por Alcides da Luz*

Fiquei satisfeito com o anúncio feito pelo Senhor Ministro da Administração Interna em relação â criação do Gabinete Estratégico da Policia Nacional. A grande questão é se este Gabinete vai funcionar. Porque ultimamente não se tem concretizado na PN os grandes instrumentos de gestão no seu todo, como por exemplo a implementação do Modelo Integrado do Policiamento de Proximidade. Afinal, Servir e Proteger não é assim tão fácil, como muitos pensam e nem passear a farda.

Como contribuição – caso alguém entender necessária – de uma pessoa preocupada com os contornos que a Criminalidade no nosso pais vem alcançando e ganhando espaço, este Gabinete deveria incluir nas suas ações três Eixos de Politica:

  1. Prevenção da Criminalidade (Nacional e Internacional) para saber as causas e origem dos crimes, o que vai exigir, obrigatoriamente, a implementação do Modelo Integrado do Policiamento de Proximidade e da efetivação, com visão, da Cooperação com as outras Polícias do mundo;
  2. Repressão contra ações criminosas com alto impacto na sociedade; tais como: os tráficos, de pessoas, de droga, de armas e terrorismo;
  3. Recolha, avaliação, organização, análise e articulação de informações e cooperação operacional permanente entre as Forças de Segurança. Com este propósito devemos realçar que a produção de informações tem por finalidade várias coisas, entre as quais a aquisição de conhecimento e da compreensão necessários à tomada de decisões operacionais.

O mundo vive hoje numa crise de insegurança. Nenhum país – Cabo Verde não foge à regra – está alheio ao fenómeno da pequena criminalidade ou dos pequenos delitos, isto motivado pelas desigualdades e exclusão social, pobreza extrema e ausência do Estado como principal regulador e defensor do controlo e da paz social, dos tráficos de drogas, de pessoas, de armas e ações terroristas, sequestros relâmpagos e ataques constantes às infraestruturas turísticas, turistas e em eventos de muita aglomeração de pessoas.

Por isso que somar esforços é a condição “sine qua non“ para a efetivação da Prevenção e do Combate a estes tipos de crimes. A forte articulação de informações e da cooperação operacional entre as instituições que se ocupam da Segurança Pública é o pressuposto maior para o efetivo enfrentamento da criminalidade no geral. Esta troca de informações e cooperação operacional a nível do país irá permitir de uma forma coordenada combater todo o tipo de crimes em Cabo Verde.

Cabe ao Governo, através dos Ministérios da Administração Interna e da Justiça, coordenar, em parceria com os Municípios e em articulação com os demais poderes da República, outras Autoridades e organizações da sociedade civil no sentido de conjugar ações na prevenção e no combate ao crime.

Espera–se que no momento da avaliação das ações deste Gabinete Estratégico tenhamos a sensação de que todos contribuíram para a melhoria da Segurança de todos.

A prevenção e o combate à criminalidade é uma luta em que todos os cidadãos têm a sua quota de responsabilidade.

*Intendente da PN na Reforma

 

 

 

 

 

 

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