Prime Consulting torna-se a primeira incubadora certificada pelo instituto Proempresa

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A Prime Consulting foi distinguida ontem de manhã como a primeira incubadora certificada pelo ProEmpresa, instituto de apoio e promoção empresarial gestor dos programas Startup Jovem e Fomento ao Micro Empreendedorismo. Para o efeito, Mónica Vicente, uma das administradoras do Proempresa, fez questão de se deslocar à cidade do Mindelo para formalizar a entrega do documento a Paulo Martins, responsável desse espaço de coworking criado há dez anos na ilha de S. Vicente.

“Esta certificação vai dar um impulso enorme à Prime porque as incubadoras são ferramentas essenciais para a estratégia de parceria de Proempresa. Além disso esse passo irá ajudar financeiramente a Prime porque os custos com os incubados serão suportados inteiramente pelo Proempresa”, salienta Mónica Vicente, para quem essa primeira certificação afigura-se crucial para o reforço do incremento dos programas Starup Jovem e Micro Empreendedorismo, uma vez que os mesmos têm a fase de incubação como um requisito obrigatório.

Segundo Vicente, o programa Startup Jovem está a caminhar a passos seguros em termos operacionais. Como diz, alguns projectos já foram aprovados e em breve serão desembolsados os respectivos financiamentos. Com a certificação da primeira incubadora, Mónica Vicente realça que os projectos escolhidos passarão a ser alvo de um maior acompanhamento. O objectivo é ajudar os jovens a amadurecerem as suas ideias e evitar, ao mesmo tempo, que as suas iniciativas nasçam hoje e morram amanhã.

A escolha da Prime Consulting como incubadora pioneira certificada pelo Proempresa apanhou o gestor Paulo Martins de surpresa, mas para ele essa distinção vem provar que a metodologia aplicada no espaço tem sido correcta. “A metodologia do Proempresa é uma das que usamos e queremos agora preencher todos os requisitos desse organismo. Porém, a Prime não irá conseguir sozinha atingir alguns objectivos; terá que se alinhar com os poderes públicos, ou seja, com a estratégia de internacionalização de Cabo Verde e com a diplomacia económica, que visa abrir o país a novos mercados”, frisa Martins, que vê essa distinção como um acontecimento que irá catapultar o desenvolvimento da Prime particularmente em S. Vicente, uma das ilhas onde tem escritório.

Receber o certificado, segundo Paulo Martins, vai trazer mais responsabilidade à Prime e até dar mais visibilidade pública ao espaço. Porém, frisa Martins, não é propósito da empresa começar a receber incubados a torto e a direito. “Os projectos terão de apresentar como requisito uma componente tecnológica relevante e estarem associados a um dos projectos da nossa cadeia de valor. No fundo, os incubados vão entrar num comboio em andamento”, salienta esse informático, que espera acompanhar no máximo seis projectos, por períodos de um a dois anos.

Kim-Zé Brito

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