Professores de S. Vicente e ministra da Educação em “lua de mel”

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O ministério da Educação e os professores mindelenses sindicalizados no Sindep estão a passar neste momento por uma relação de confiança e cordialidade, apesar da insatisfação de alguns docentes que ainda aguardam a sua progressão na carreira. Segundo o líder sindical Nelson Cabral, o clima tenso que marcou o relacionamento entre a classe e o anterior Governo começa a dar lugar a um ambiente pacífico e de diálogo, muito por causa dos sinais de confiança emitidos pela ministra Maritza Rosabal.

“Estamos a dar crédito à actual ministra da Educação porque ela tem vindo a cumprir as antigas reivindicações da classe docente. Ora, se o ministério está a cumprir a sua palavra não há onde criar atritos”, diz o secretário executivo do Sindicato Nacional dos Professores, instituição representativa de mais de 700 professores, conforme um estudo efectuado em 2014. Segundo Cabral, o Governo apresentou um novo calendário de cumprimento das reivindicações dos professores e tem estado a cumprir os prazos.

Até o momento, segundo Nelson Cabral, as reclassificações de 2012 foram satisfeitas, foi publicada a lista de progressões referentes a 2013 e com a promessa de se pagar até Agosto os subsídios de 2010-11. “Foi ainda assumido o compromisso de se publicar as progressões de 2014 e que os pendentes deste ano serão integrados no Orçamento de 2018”, acrescenta Cabral.

Apesar desses avanços, nem todos os docentes estão satisfeitos com o quadro actual. Aqueles que ainda têm progressões pendentes mostram-se cautelosos, mas, segundo Cabral, estão a dar crédito á ministra da Educação, na expectativa que outras promessas sejam cumpridas no próximo ano.

Enquanto isso, o Sindep decidiu aprofundar os conhecimentos dos seus delegados sindicais sobre a realidade laboral de Cabo Verde. Foi com esse propósito que realizou na semana passada uma formação para 44 activistas de todas as escolas de S. Vicente e direccionada a alguns membros da nova direcção regional do Sindicato. O objectivo foi preparar esses representantes sindicais para saberem como agir dentro das escolas e informar os seus colegas dos seus direitos e deveres, sem receio de represálias.

Kim-Zé Brito

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