Rapper condenado por ofender Coroa espanhola e LePierre defende direito ao porte de arma nos EUA

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Valtònyc, um rapper de 24 anos, foi condenado a três anos e meio de prisão por causa do conteúdo das suas músicas. O Tribunal Supremo da Espanha aplicou-lhe essa pena por considerar que as suas letras contêm calúnias e ofensas graves à coroa espanhola, além de fazerem a apologia ao terrorismo.

A sentença foi estabelecida pelo tribunal da Audiência Nacional e acabou por ser hoje confirmada pelo Supremo, sob o pretexto que, ao ofender a monarquia, o cantor acabou por também provocar um efeito prejudicial a toda a sociedade, já que a Coroa é a instituição mais elevada do Estado.

As letras das 16 canções compostas por ele foram publicadas em diferentes páginas da internet em 2012 e 2013, incluindo o canal do rapper no YouTube, com 6 mil seguidores, e o site de rap HH Groups. De acordo com a sentença, as músicas citavam “as organizações terroristas Grapo (Grupos de Resistência Antifascista Primeiro de Outubro) e ETA (Euskadi Ta Askatasuna, grupo separatista do País Basco) e alguns de seus membros”, além de conter mensagens contra a família real e ameaças a Jorge Campos, presidente da instituição cívico-cultural espanhola Círculo Balear.

Na música “España 0 goma 2”, por exemplo, Valtònyc canta frases como “puta polícia, puta monarquia” e “vejamos se o ETA põe uma bomba e explode”. Para o Supremo tribunal espanhol, esses conteúdos não estão amparados pela liberdade de expressão ou difusão de opiniões.

Direito ao porte de arma

Nos Estados Unidos, a liberdade de “expressão” é discutida por estes dias a níveis mais… armamentistas. Hoje, Wayne LePierre, um dos líderes da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla inglesa) defendeu com unhas e dentes a liberdade de porte de armas na América, quando o país encontra-se ainda em estado de choque por causa da morte de 17 pessoas numa escola por um ex-aluno. LePierre, que discursava numa palestra da Conferência de Acção Política Conservadora, afirmou que a sua organização vai agora “falar mais alto e mais forte” a favor do porte de armas e contra os democratas que tentam ampliar o controlo à venda das mesmas. “Oportunistas, não desperdiçaram um segundo para explorar a tragédia para obter ganhos políticos”, criticou LePierre, para quem os democratas desejam acabar com a Segunda Emenda da Constituição norte-americana, que, segundo uma interpretação estrita, garantiria o direito de posse de armamento a todos os cidadãos.

Conforme o site globo.com, sempre que LePierre defendia a porte de arma era aplaudido em pé pela plateia presente na referida palestra, que abriu a Conferência de Acção Política Conservadora, um evento que decorre em Maryland até Sábado e que irá contar com a participação do presidente Donald Trump e da líder nacionalista francesa Marie Le-Pen.

C/Globo.com

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