Samba Tropical: Desfile arranca à hora marcada da praceta Dom Luís

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O desfile de Samba Tropical vai arrancar da praceta Dom Luís impreterivelmente às 21 horas, tal como programado, apesar da “ameaça” da chuva que paira sobre a ilha de S. Vicente. Segundo David Leite, tudo está a postos pelo que não há razões nenhumas para haver atraso. “O andor está pronto e será levado para a praceta Dom Luís por volta das dezasseis horas. Já iniciamos o teste do som, portanto está tudo a andar a bom ritmo, pelo que vamos cumprir o horário determinado”, assegura o presidente da escola de samba.

Em conversa com Mindelinsite, Daia Leite confessou estar com os nervos atiçados, tudo por causa da grande responsabilidade assumida pelo grupo de colocar no asfalto um enredo dedicado à obra artística da diva Cesária Évora, que completa 30 anos de carreira internacional. “Todos os anos tenho esse frio na barriga, mas este ano as coisas estão piores porque a responsabilidade é maior. Confesso que estou ansioso. Aliás, ontem a direcção do Samba fez a sua última reunião antes do desfile e foi um momento muito emocionante”, revela o carnavalesco.

Samba Tropical vai colocar 1030 foliões no asfalto, 370 deles emigrantes e turistas vindos da Holanda, Luxemburgo, Portugal, Bélgica, Angola e Estados Unidos da América. O grupo conta ainda com um número expressivo de figurantes vindos das outras ilhas, em particular de Santiago.

O desfile, que irá durar duas horas, será acompanhado atentamente por Djô da Silva, nada menos o empresário que lançou a carreira de Cesária Évora nos grandes palcos mundiais. “Acredito que erá um espectáculo formidável. Apoiamos o projecto do Samba Tropical desde o início, porque é lindo ver S. Vicente homenageando a Cesária Évora, ainda mais por altura do Carnaval. Acho que não há nada melhor para homenagear a Cise do que colar a sua imagem à festa do Carnaval, que ela adorava”,  comenta Djô da Silva, que acompanhou de perto o desenrolar do processo desencadeado pelo Samba Tropical e achou por bem ceder a imagem da artista para esse espectáculo que marca, também, os 30 anos de vida do Samba Tropical. Na sua perspectiva, o projecto foi bem concebido e tentou ser fiel à vida artística da diva. A própria letra da música, reforça, foi genialmente criativa.

Aproveitando a altura do Carnaval, Djô da Silva colocou no mercado global um EP com quatro músicas eternizadas pela Cise, agora com roupagem carnavalesca. Um projecto já antigo, mas que, segundo o empresário, foi agora concretizado por causa da homenagem que o Samba decidiu fazer à diva. “A reacção internacional ao EP tem sido fantástica, apesar de o trabalho ter sido colocado na net há cerca de duas semanas”, comenta Djô da Silva, que se descolou à cidade do Mindelo para testemunhar a homenagem que o Samba Tropical preparou para a cantora mais famosa de Cabo Verde.

Kim-Zé Brito

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