São Vicente recebe 5ª edição de “Bói d’Emigrante”: Despedida de férias, diz promotor

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Um leque de artistas nacionais fazem parte do cartaz da 5ª edição de Bói d’Emigrante, que acontece este sábado no Hotel Porto Grande, em São Vicente. Esta festa, que envolve música, pintura e dança, marca a despedida dos emigrantes em férias em Cabo Verde e tem ainda como propósito promover uma sã convivência entre estes visitantes e os residentes.

De acordo com Rachel Sylva, crioulo que reside na França e que organiza o evento, a data escolhida não foi em vão, pois teve como referência o Festival de Música da Baía das Gatas. “Sei que muitos crioulos marcam as ferias de verão para coincidirem com o Festival da Baía das Gatas. Pretendo que este “Bói d’Emigrante” também esteja na agenda deles, após o festival, como uma despedida das férias na terra natal”, acrescenta Sylva.

Neste sentido, Rachel promete uma festa da cultura cabo-verdiana, com glamour, artistas conceituados residentes no país e na diáspora e ainda algumas surpresas.

Cultura em evidência

Entre os artistas convidados para esta edição estão Morgadinho, Jorge Humberto, Constantino Cardoso, Gai Dias, Mario Pop, e ainda o comediante do grupo Juventude em Marcha César Lélis e Jorge Sousa, acompanhados por uma banda constituída por outros músicos conhecidos na ilha. Além disso, na festa que decorre durante toda a noite de Sábado e madrugada de domingo, haverá a apresentação de uma jovem DJ Mindelense.

Este promotor resolveu também incluir como parte do evento, um artista plástico de Santo Antão, que irá pintar uma tela durante o concerto. No final da festa, a tela será leiloada. “Desta forma quero dar a conhecer aos presentes, cabo-verdianos e estrangeiros com Cabo Verde no coração, pessoas que muito fazem pela cultura de Cabo Verde”, sublinha Rachel Sylva.

Promovendo a cultura em Cabo Verde e na França

Rachel dedica a sua vida em Paris, França, onde reside há 15 anos, a organizar actividades para a comunidade cabo-verdiana, segundo ele, como forma de promover a união, o intercâmbio e a cultura crioula. Nas festas e outros eventos que promove, diz, inclui sempre traços “da terra” quer a nível da gastronomia, música, dança e pintura.

É que, entende, que a comunidade cabo-verdiana em Paris precisa estar unida, tanto nos bons, como nos maus momentos. “Percebi que nos juntávamos sobretudo nos enterros. Por isso, passei a organizar eventos como forma de atrair mais crioulos e promover momentos de partilha, de amizade, para passarmos bons momentos juntos”, assegura.

Sidneia Newton (Estagiária)

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