Sector do Artesanato regulamentado: Cartão de Artesão entregue na URDI

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A 4ª edição URDI – Feira de artesanato e Design, que acontece em São Vicente de 27 deste mês a 1 de Dezembro, traz à cidade do Mindelo quase 200 artesãos e tem como tema a música. Desses, cerca de 30 artesãos das ilhas, com mais de 65 anos, receberão o Cartão do Artesão.

“Depois de quase dois anos de trabalho conseguimos finalmente regulamentar o setor do artesanato. Esta regulamentação será apresentada na URDI deste ano, assim como toda portaria que cria este regulamento, as Cartas de Artesãos e o Sistema Integrado de Gestão do Setor do Artesanato”, assegura Irlando Ferreiro, diretor do Centro Nacional de Artesanato. 

Estes “momentos altos” da URDI, cuja música, enquanto matéria criativa, estará presente nas peças produzidas nas oficinas, resultado de parcerias entre artesãos e designers e que farão parte do Salão Created in Cabo Verde, considera o presidente do Centro Nacional de Artesanato e Design.

Neste momento decorrem duas residências criativas na ilha, o Tambor d’Ilha que envolve tamboreiros de Santo Antão, São Vicente, Brava e Fogo, que estão a ser acompanhados por uma designer, descendente de cabo-verdianos e angolanos e que veio de Portugal, e Recordai, que envolve seis designers, a Neve Insular e outras 3 designers. A ideia das residências, de acordo com o diretor do CNAD, é pegar uma temática e descodifica-la em varias formas de “olhar, ver e de pensar”.

“Há ainda a dinâmica que acontece à volta da URDI, ao nível da feira, este ano com maior diversidade de artesãos de todas as ilhas, que é algo positivo e extraordinário”, esclarece Irlando Ferreira. Toda esta diversidade estará exposto na Praça Nova, no Salão Created in Cabo Verde, resultado do concurso Repiká e das residências criativas.

Esta feira envolve nacionais e internacionais, na exposição, nas oficinas e nas grandes conversas desenvolvidas em torno da URDI. Segundo Ferreira, isto faz deste evento um espaço de conexão de pessoas, ideias e propostas. 

Para o diretor da CNAD a URDI acontece o ano todo, principalmente devido aos concursos. Irlando acredita que a dinâmica que se cria na URDI contamina de forma positiva todo o contacto criativo, de conexões e de trabalho partilhado entre designers e artesão e outros criativos envolvidos.

Sidneia Newton (Estagiária)

1 COMENTÁRIO

  1. Bom caminho.
    De facto, precisamos começar a fazer as coisas (todas as coisas) com cabeça, tronco e membros.
    Isto é, com “ciência”.

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