Sede do Grupo Ímpar na Rua de Lisboa vai garantir um “upgrade” na qualidade do serviço, diz Luís Vasconcelos

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A inauguração da sede do Grupo Ímpar na Rua de Lisboa em São Vicente, no antigo edifício do Café Portugal, deverá acontecer em finais de Agosto, diz o CEO Luís Vasconcelos Lopes, que prefere, no entanto, evitar fixar uma data para não ser “demasiado ambicioso”. Com a recuperação deste emblemático edifício, que este gestor acredita vai dar um “upgrade” a nível da qualidade do serviço, este grupo financeiro ganha uma nova centralidade no coração da cidade do Mindelo e consegue concentrar todos os seus serviços num mesmo espaço, incluindo a vertente BCN Business, inaugurada recentemente no Sal e, em breve, na Cidade da Praia.

“Vamos concentrar a administração do grupo neste edifício, com a vertente BCN Business. Trata-se de um conceito que inauguramos no mês passado no Sal, que vamos iniciar agora em São Vicente e também na cidade da Praia, mais precisamente em Achada Santo António. A sede deste último já nos foi entregue e estamos a aguardar as autorizações do Banco Central”, diz o CEO, realçando que os dois centros estarão a funcionar em finais de Agosto.

Com isso, segundo este gestor, a vertente negócios passa a ter uma matriz fundamental naquilo que o banco considera neste momento o triângulo da economia de Cabo Verde: S. Vicente, Sal e Santiago. O propósito? Em primeiro lugar dar uma atenção diferente a este segmento, separando os particulares e o negócio. “O segmento particular também é importante. Mas, o que estamos a pretender com o BCN Business, é dar um atendimento diferenciado para estes, fazendo com que ambos saiam a ganhar com esta separação. Outro ganho é que não vamos fechar nenhuma agência. Os business center são novas agências que vão se acrescentar às existentes.”

Foco no atendimento

Significa que, frisa este responsável, se vai aumentar o foco no atendimento, tendo em conta que as empresas não precisam disputar o espaço com os particulares porque têm o seu lugar próprio. Outra vantagem é que estas agências business também vão dar uma atenção especial aos emigrantes e aos clientes com carteiras de depósito a prazo, que passarão a merecer um tratamento especial em relação aos do balcão. “O BCN vê o emigrante e clientes com depósito a prazo como investidores. E isso é importante salvaguardar. São clientes que estão a investir no seu futuro e têm um papel importantíssimo na economia cabo-verdiana.”

Com este entendimento, o Grupo decidiu ter uma presença constante na emigração. Esteve no “Moving Diáspora” em Portugal, vai estar este verão em Luxemburgo, Holanda e Estados Unidos, em actividades promovidas por organizações cabo-verdianas locais. Paralelamente, pretende promover encontros com emigrantes aqui no país. “Queremos mostrar que somos um banco 100% cabo-verdiano e falamos a mesma língua. Mais do que boas instalações, e estamos a trabalhar por isso, para nós o fundamental é a qualidade do serviço. Estamos num processo de transformação e a levar aquilo que é a visão, o padrão e o ADN da Ímpar para o BCN. O que temos de fazer é melhorar aquilo que é preciso para potenciar o que de muito positivo já existe neste banco, sempre com foco na demanda dos clientes”, acrescenta.

Neste processo, Luís Vasconcelos acredita que as reclamações e sugestões são importantes para a melhoria do serviço prestado e uma maior aproximação às pessoas. Mas lembra que, não obstante a vontade de fazer, o Grupo cumpre regras, cada vez mais rígidas por parte da supervisão, pelo que às vezes também é preciso dizer “não” em tempo útil para que o cliente possa procurar alternativa ou reformular os seus projectos.

Constânça de Pina

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1 COMENTÁRIO

  1. Surpresa, tem uma publicidade Impar na primeira pagina de Mindel Insite. Mas não tem nada a ver com este artigo e com a “escolha do editor”.

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