Suspeito de matar Marielle recebeu transferência de milhares de euros

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Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontou um depósito de 100 mil reais (23 milhares de euros), na conta do policial reformado Ronnie Lessa, suspeito do assassinato de Marielle e Anderson. O Ministério Público citou esse relatório em um pedido de bloqueio dos bens de Lessa e do ex-PM Élcio Queiroz, também preso. O depósito foi feito na boca do caixa, no dia 9 de outubro de 2018, sete meses depois do crime.

Um ano após o assassinato, há avanços e detenções na investigação ao crime. O portal de notícias da Globo divulgou hoje um relatório sobre um depósito, em dinheiro, na conta de um dos suspeitos detidos. Não se sabe ainda quem terá sido o mandante. Mas o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz – afastado das forças policiais em 2015 – foram acusados pelo Ministério Público pelos homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Alexandre Mota de Souza, amigo de Élcio Vieira de Queiroz, também foi detido.

Uma das pistas – e que levou a que, além de prisão preventiva, o Ministério Público brasileiro tivesse pedido para que as contas dos suspeitos fossem bloqueadas – diz respeito a dinheiro. O relatório refere de forma taxativa ao depósito de cem mil reais, em dinheiro, na conta do policia reformado Ronnie Lessa. O dinheiro terá entrado na conta deste suspeito sete meses após o homicídio, a 9 de outubro do ano passado.

As autoridades acreditam que Ronnie e Élcio estavam no Cobalt prata, o veículo captado em câmaras de videovigilância que terá sido utilizado na noite do assassinato. Os suspeitos negam o envolvimento no crime. Nos dias seguintes ao assassinato, houve protestos, nomeadamente no Rio de Janeiro, exigindo respostas. Um ano depois, sabe-se mais, mas há uma pergunta que se mantém sem resposta e que continuou em destaque nas redes sociais no Brasil por estes dias: “Quem mandou matar Marielle?”.

Além do relatório, o MP do Brasil cita uma lancha, apreendida em Angra dos Reis. em nome de uma pessoa que seria “laranja” de Ronnie Lessa, os automóveis do PM reformado e a casa dele, localizada em um “condomínio luxuoso na Barra da Tijuca”. Tudo isso, segundo o Ministério Público, seria incompatível com a renda de um policial militar reformado.

C/G1

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