TACV quer “acordo” com trabalhadores da zona Norte: Sithur acusa empresa de pressão e tentativa de retaliação

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O Conselho de Administração da TACV está a pressionar os trabalhadores da Região Norte a assinar um acordo que, segundo o sindicalista Tomás Aquino, é desprovido de qualquer fundamento. Conforme Aquino, assim que saiu a notícia do encerramento dos balcões da empresa em S. Vicente e Santo Antão, os funcionários receberam um email a “propor” um acordo e deu-lhes até o dia 26, segunda-feira, para decidirem. “Na verdade estamos perante uma tentativa de imposição e uma clara retaliação, que aparece por causa da notícia divulgada pelos órgãos de comunicação social sobre o encerramento dos serviços na zona Norte”, afirma Aquino, membro da delegação do Sindicato da Indústria, Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo na ilha de S. Vicente.

Pelas informações que este sindicalista dispõe, a TACV vai enviar à cidade do Mindelo um jurista para falar com os trabalhadores, no intuito de assinarem o “acordo”, quando, nas palavras dele, não há nenhuma proposta concreta em cima da mesa. “A empresa diz-se aberta a negociar a situação laboral, mas não apresenta nada em concreto, quando a rescisão do contrato parte da administração e não dos trabalhadores. Isto não é uma forma séria de se tratar um assunto tão sério”, comenta o sindicalista, que já aconselhou os trabalhadores a escutarem o que o advogado da TACV tem a dizer, mas avisou-os para não tomarem nenhuma decisão precipitada.

Como diz, há vários aspectos em discussão e que ultrapassam os meros salários. A título exemplificativo faz referência a férias não gozadas e a promoções e anuidades em atraso. Enfim, um leque de questões que, a seu ver, têm de ser ponderadas antes de qualquer acordo.

No próximo dia 28, as portas dos balcões da TACV em S. Vicente e Santo Antão serão encerradas, por ordens da administração da transportadora aérea, uma medida já contestada pela UCID, que a considerou uma “machadada” no processo de desenvolvimento da terra do Monte Cara. Porém até hoje os trabalhadores não sabem se devem continuar a apresentar-se no serviço ou se ficam em casa. Um aspecto que, segundo Tomás Aquino, precisa ser esclarecida o quanto antes.

KzB

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