Tchalé Figueira volta à literatura com “Curtos 7 contos”

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O artista plástico mindelense Tchalê Figueira regressa à escrita com o lançamento esta terça-feira, 01 de Março, de “Curtos 7 contos”. A apresentação deste pequeno livro, que tem a chancela da galeria Pautcha Arts, vai estar a cargo do amigo e jornalista Joaquim Arena.

Versátil, Tchalê Figueira volta a mergulhar no mundo das letras com sete pequenos contos oníricos e surrealistas. Ao Mindelinsite, este artista multifacetado explica que este livro surgiu na sua mente, influenciado grandemente pela literatura latino-americano. “O livro retrata aquilo que chamamos de ´realismo fantástico` e escolhi o sete porque entendo que é símbolo da perfeição. É um número mágico e fascinante”, refere.

Todo o trabalho foi concebido em parceria com o jornalista Francisco Fontes. A compilação e as ilustrações, da autoria de Tchalê Figueira, foram feitas em Coimbra e remetem-nos para a frontalidade das exposições concretizadas ao longo do seu percurso como artista que pensa e realiza.

É assim que, a par de “Curtos 7 Contos”, da sua pena já saíram outras obras de contos e poesia como “Todos os Náufragos do Mundo” (1992), “Onde os Sentimentos se Encontra” (1998) e o “Azul e a Luz” 2002. E ainda “Ptolomeu e a sua viagem de Circum-navegação” 2005, “Solitário” 2005 e “Contos da Basileia” 2011. Felizmente, a sua veia criativa foi reconhecida pela Prix Fondation Blanchère de Dacar, em 2008.

Paralelamente, as suas obras hoje figuram em várias colecções privadas e museus internacionais, o que lhe dá uma certa liberdade para ser “rebelde” e emitir opiniões sem receio de represálias. Apesar disso, o artista é peremptório em afirmar que não entra em politiquices.

Tchalê Figueira, que se assume como “Cabo-verdiano”, nasceu na cidade do Mindelo. Ainda jovem deixou o país por “razões políticas”. Fixou residência em Holanda, na cidade de Roterdão, mas foi por pouco tempo porque prefere “viajar pela Europa, Ásia e Américas”. Em 1974, instala-se em Basileia (Suíça), onde frequenta a escola de belas artes, país que determinou a sua evolução artística.

Regressa a Cabo Verde em 1985. Actualmente reside entre a Cidade da Praia, onde possui um ateliê e onde em termos de exposição poderá mostrar o seu trabalho para um público muito mais vasto e com maior poder de compra, e a cidade de Mindelo, onde abriu em Dezembro de 2014 a galeria “Ponta D’Praia”.

Constânça de Pina

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