Trabalhadores da TACV região norte canalizam negociações para os Sindicatos

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Os trabalhadores da Região Norte negaram assinaram a proposta de acordo formalizada pela TACV, cujo prazo expira hoje sexta-feira, 02 de Março. Cautelosos, decidiram enviar antecipadamente um e-mail à administração da companhia aérea, informando-a de que todas as discussões terão de ser feitas com os sindicatos, que já estão mais calejadas nestas questões e dificilmente cedem à pressão. Ainda mais num processo laboral cujos contornos extravasam largamente o pagamento de indemnizações.

Esta informação foi avançada ao Mindelinsite pelo presidente do Sindicato da Indústria, Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo na ilha de S. Vicente (Simetec), Tomás Aquino, que explica que a proposta prevê uma rescisão de contrato por mútuo acordo, mediante o pagamento de uma indemnização correspondente a 25 dias por ano de serviço. “Os trabalhadores têm sido pressionados a aceitar a proposta, que é claramente lesiva aos seus interesses porque, para além das indemnizações, teremos de discutir ainda outros aspectos, como por exemplo, férias não gozadas, promoções e anuidades em atraso. Por isso, os trabalhadores enviaram na manhã de hoje um e-mail à administração da TACV informando-a de que todas as negociações terão de ser feitas com os sindicatos”, frisa.

Entende Tomás de Aquino que a situação destes funcionários é ainda de incerteza, não obstante as declarações do presidente do Conselho de Administração, que garantiu que nem todos os quadros da região norte irão para o desemprego. Segundo José Luís Sá Nogueira, a maioria dos 21 trabalhadores da delegação de S.Vicente vai ser absorvida, visando o reforço das operações do hub aéreo no Sal. Este explicou ainda que, aos que vão se desvincular, a companhia garante apoio para uma eventual integração.

Este sindicalista mostra-se céptico em relação a estas afirmações, que classifica de “mais do mesmo”. “Ouvi as declarações do PCA, que foram novidades também para os trabalhadores e para os sindicatos. Mas não apresentou nada de concreto. Foi, a meu ver, uma declaração em tudo idêntica a outras que já fez. Certo é que os balcões da TACV em São Vicente e Santo Antão foram encerradas e todos os trabalhadores estão em casa”, pontua, realçando que, igualmente, os que vão ser transferidos para a ilha do Sal também continuam em stand by. “A única informação que temos é que cinco trabalhadores vão ser transferidos para o Sal, mas ainda estão a negociar a proposta de contratosque lhes foi apresentada pela administração”, acrescenta Aquino.

A delegação da TACV em Santo Antão funcionava com dois trabalhadores, sendo que um foi para a reforma antecipada e o outro, com 30 anos de casa, recebeu um contrato de rescisão por mútuo acordo, que rejeitou. Já em São Vicente, 10 trabalhadores receberam a mesma proposta, que não aceitaram. Outros seis foram para reforma antecipada e cinco vão ser transferidos para o Sal.

Constânça de Pina

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