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Terça-feira, 22 Outubro , 2019
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Trabalhadores dos Correios protestam devido a corte no subsídio do Natal

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Os trabalhadores dos Correios de Cabo Verde iniciaram hoje uma greve de dois dias devido a um corte de 40% nos seus subsídios de Natal, “sem que houvesse nenhum comunicado da empresa”. Segundo o sindicato que os representa em S. Vicente, esta medida prejudica não só os funcionários como os utentes que nesta altura do ano enviam e recebem mais encomendas.

Pedimos desculpas aos utentes pelos transtornos, mas culpamos a empresa por todos os danos que possam surgir com esta greve”, afirma Antão Pio, representante dos Sindicatos de Metalomecânica, Transporte, Turismo e Comunicações (Simetec), que representa a classe.

Os correios podem voltar a encerrar as portas a nível nacional até o final do ano se a empresa não atender as suas reivindicações. “No ano passado ameaçaram baixar o subsídio mas, após conversa com os sindicatos, mantiveram o valor. Entretanto este ano não falaram nem com os trabalhadores e nem com os sindicatos”, expõe Pio, que acrescenta que os trabalhadores só ficaram a saber do corte esta semana quando foram ver as suas contas.

Esta greve nacional, de acordo com o sindicalista, esta a ter grande adesão neste primeiro dia, principalmente nas ilhas de São Vicente, Santiago e Santo Antão. “Só em São Vicente houve uma participação de 80% dos trabalhadores”, informa.

Refira-se que, em declarações à Inforpress à saída da última ronda negocial, o administrador executivo dos Correios de Cabo Verde (CCV), disse que as partes não chegaram a um consenso, porque “um pequeno grupo de trabalhadores que está à frente da greve mostrou-se irredutível, exigindo o valor de 100% do subsídio de Natal”.

Este responsável alega que a empresa não está em condições de dar 100% do subsídio de Natal. Por isso, à semelhança do ano anterior, pagou 60% do subsídio, até porque a situação da tesouraria, de momento, não permite e a empresa não pode endividar-se para pagar bónus ou incentivos. “Aquilo que é obrigação da empresa já pagamos, que é salário e subsídio de férias”, disse Carvalho, acrescentando que todos os trabalhadores já receberam os 12 meses de salário, inclusive o subsídio de férias que têm direito.

Neste sentido, este responsável dizia acreditar que a greve não iria ter impacto. Aliás, garantia que já tinha a confirmação das agências espalhadas por todo o país que não iriam fazer greve. Certo é que, pelo menos em São Vicente, a greve está em curso e com uma adesão a volta dos 80%, conforme informações avançadas pelo Simetec.

Sidneia Newton (Estagiária)

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