Trabalhadores INMG entregam pré-aviso de greve: Reposição do subsídio de produtividade e actualização salarial

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Os trabalhadores do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) entregaram um pré-aviso de greve, que pretendem realizar nos dias 28 e 29 deste mês. Reivindicam a reposição imediata do subsídio de produtividade e o descongelamento das carreiras e dos salários, de entre outros, anunciou o Secretário Permanente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Publica, Luís Lima, em conferência de imprensa em São Vicente. 

O pré-aviso é assinado por dois sindicatos – Sintap de São Vicente e Sincap do Sal – em representação de cerca de 120 trabalhadores do INMG em todo Cabo Verde. Luís Lima explica que esta decisão foi tomada após uma analise profunda da situação da classe laboral. “O objectivo da greve é denunciar e exigir do INMG a regularização e resolução de algumas situações, nomeadamente a reposição imediata do subsidio de produtividade referente aos últimos dois anos. Em 2018, a administração reduziu este prémio em 45% e, em 2019, este subsidio não foi atribuído”, explica este dirigente sindical, lembrando que este é um bónus atribuído aos funcionários há mais de 20 anos. 

Do caderno reivindicativo constam ainda o descongelamento das carreiras e dos salários destes trabalhadores que, segundo Luís Lima, estão bloqueadas há mais de uma década. “Há mais de 10 anos que os funcionários do INMG não progridem nas suas carreiras, enquanto que os salários estão congelados há 15 anos. Por isso mesmo, estes defendem que, enquanto não for implementado um novo Placo de Cargos, Carreiras e Salários, o que está em vigor tem de ser respeitado”, pontua. 

No tocante aos salários dos colaboradores do INMG, de acordo com Luís Lima, a ultima actualização data de 2002, ou seja, há 18 anos. Os condutores do instituto reclamam, por sua vez, da sobrecarga de trabalho em S.Vicente. Dizem trabalhar em condições precárias devido a falta de segurança, pelo que pedem a contratação de pelo menos mais um condutor para aliviar a carga dos dois existentes. 

De recordar que os trabalhadores do INMG iniciaram 2019 também com um pré-aviso de greve que, diz o Secretário-Permanente do Sintap, só foi levantado porque a administração do instituto disponibilizou-se para negociar uma proposta de um PCCS, uma atitude que agora Luís Lima classifica de “manobra dilatória”. “Foi uma estratégia apenas para ganhar tempo, tendo em conta que, volvido um ano, a situação continua a mesma. Na altura, a greve foi suspensa, com a ressalva de que os trabalhadores não abririam mão do subsidio de produtividade. Alegaram que este é um ganho resultado de lutas reivindicativas anteriores, incluindo uma greve”, constata. 

Na conferência de imprensa proferida esta manhã no Mindelo, Luís Lima fez-se acompanhar de Idalésio Cruz, da DN do Sintap. Este realçou ser o prémio de produtividade um direito adquirido, pelo que prometem ir às ultimas consequências. Entretanto, esta greve ainda pode ser evitada, caso as partes chegam a acordo na reunião de concertação, mediada pela DGT, a ser realizada na ilha do Sal no dia 22 de Janeiro. 

Constança de Pina

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