Turismo de nicho como forma de “fugir” ao turismo de massa em Cabo Verde

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O operador turístico João Ministro defende que Cabo Verde deveria passar a apostar num turismo especializado em pequenos nichos, para um turismo de maior qualidade. Só em São Nicolau, onde a sua agência pretende apostar e promover caminhadas, identificou um vasto campo por explorar.

Na sua perspectiva, S. Nicolau tem muito potencial para caminhadas devido as imensas trilhas espalhadas pela ilha, principalmente nas montanhas, e para turismo cultural e que é necessário conhecer o perfil dos turistas para lhes oferecer experiências diversas. “Dentro das caminhadas pode-se trabalhar para muitos mercados e para diferentes públicos. Pode ser interessante envolver os burros em turismo com famílias, mas também tem muito potencial para pessoas que apreciam caminhadas por vários dias, entre outro elementos como de paisagens, património e gastronomia”, assegura o operador turístico, para quem a quantidade de burros na ilha despertou a sua atenção. “Por serem animais em extinção, há diversos projectos que recebem bons patrocínios para a conservação desta espécie”, acrescenta.

Para Ministro, as muitas oportunidades devem ser trabalhadas e para isso há que envolver os operadores, para cada um trabalhar com um mercado específico. Diz que leva da ilha um conjunto de informações “interessantes” e que vai trabalhar com seus parceiros e assim vender caminhadas em São Nicolau.

Este operador trístico português, especializado em turismo de caminhadas e de natureza, veio a Cabo Verde apresentar o caso da sua operadora e a experiência em Portugal aos níveis de dinamização de festivais de caminhadas que organizam no Algarve. Vê desta forma oportunidades para Cabo Verde apostar num turismo mais sustentável e menos de massa.

Sidneia Newton (Estagiária)

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