UCID faz declaração política sobre transportes marítimos em Cabo Verde

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A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) fez esta quarta-feira,28, uma declaração política sobre os transportes marítimos inter-ilhas na expectativa de encontrar uma melhor saída para a movimentação de passageiros e carga no país. Os democratas-cristão afirmam que o país enfrenta constrangimentos devido à deficiente ligação marítima entre as ilhas, mas reconhecem que os players estão a tentar encontrar as soluções para se ultrapassar as dificuldades.

De acordo com a UCID, a Associação de Armadores de Cabo Verde também está preocupada com esta situação e inclusive apresentou uma proposta concreta ao Governo para a resolução do problema, mas ainda não teve qualquer resposta. “Da analise da proposta que tivemos acesso, é nosso entendimento, enquanto pessoas conhecedoras do meio, que a mesma dá resposta as necessidades actuais e futuras deste sector tão importante para o desenvolvimento de Cabo verde”, dizem, realçando que a própria associação entende que mais um único navio, adequado a realidade do país, será suficiente para cobrir as ilhas em termos de ligação marítima.

Como sugestão, este partido acredita que a disponibilização de uma linha de crédito e de um fundo de riscos deverão garantir os recursos e a devida protecção para os armadores nacionais, o que vai elevar a actividade marítima ao nível de excelência. Para isso, a UCID socorre-se da experiência e do conhecimento acumulado pelos armadores que, a seu ver, são um forte trunfo para garantir o sucesso pretendido e com custos comportáveis para a economia e para o bolso dos contribuintes.

As facilidades relativas aos serviços complementares dos portos e do estaleiro navais, a revisão das tarifas portuárias são outras questões que mereceram atenção destes eleitos nacionais. Estes defenderem igualmente a preparação da Cabnave com melhorias nos vários sectores, desde máquinas, ferramentas e a própria recuperação física do espaço. Colocam em causa sobretudo a questão da produtividade, tendo em conta a falta de condições para o necessário funcionamento do Estaleiro.

Sobre este particular, a UCID admite que o Governo também mostra-se preocupado e está a procura de soluções para os transportes marítimos inter-ilhas. No entanto, ao invés de analisar a proposta apresentada pela Associação de Armadores, optou por lançar um concurso internacional para seleccionar uma companhia capaz de satisfazer e garantir as necessidades marítimas dos transportes por pelo menos 20 anos, mas com custos elevados para os contribuintes cabo-verdianos.

Para estes eleitos, com os recursos necessários a cabotagem nacional consegue garantir o transporte marítimo inter-ilhas, com menores custos. Mas, para isso, pedem uma especial atenção com a formação e estágios dos nossos marinheiros. Entretanto, muitos jovens que fizeram a formação profissional nas instituições devidas ainda não receberam os seus certificados que lhes permitem entrar no mercado do trabalho.

Em jeito de remate, chamam a atenção do Governo para as condições de trabalho dos marinheiros e Oficiais da marinha e pedem uma urgente reanalise do código laboral para que, junto com a classe, possam encontrar as melhores soluções que garantam a sustentabilidade do sistema de protecção social em função da idade de reforma.

Constânça de Pina

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