Últramarina já apresentou recurso junto ao Conselho de Disciplina da FCF

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O Futebol Clube Utramarina entregou esta quinta-feira a contestação do Conselho de Disciplina da Federação Cabo-Verdiano de Futebol (CDFCF) referente ao processo disciplinar que a FCF mandou-lhe instaurar por causa da não realização do jogo, contra o Mindelense, a contar para a 1ª mão das meias-finais do Campeonato Nacional.

Segundo o presidente do FC Ultramarina, Simoni Soares, na contestação, o clube vai mostrar que os fundamentos usados pelo Conselho de Disciplina da FCF que indicam “nexo causal” do Ultramarina e da Câmara do Tarrafal para impedir o jogo não têm fundamento. Diz Soares que, mesmo não concordando com a marcação da nova data do jogo, a equipa marcou presença no recinto e estava disposta a jogar “Os nossos jogadores estavam lá à hora marcada para jogar. E, se o estádio não foi aberto, a culpa não é da Ultramarina”, justifica.

Outra argumentação é que a FCF teve dois pesos e duas medidas, quando decidiu adiar o jogo por duas vezes, sem levar em conta as dificuldades da equipa de São Nicolau. “Na reunião técnica já estávamos prontos para jogar. A Ultramarina aceitou o adiamento do jogo de Sábado para Domingo, mas quando a novamente foi protelada para terça-feira não fomos tidos nem achados. As dificuldades do Mindelense para jogar no Domingo eram as mesmas que tínhamos na terça-feira, mas a federação não teve isso em conta,” argumenta Soares para quem a abertura do estádio não é da responsabilidade do seu clube porque se trata de uma infraestrutura municipal.

Recorda-se que por causa da não realização do jogo, a FCF enviou o caso ao Conselho de Disciplina que instaurou um inquérito para apurar as causas do incidente no estádio Orlando Rodrigues. O CDFCF concluiu que houve um nexo causal entre a “não aceitação” da Ultramarina em jogar e o facto de as portas do recinto estarem fechadas à hora do jogo.

Na perspectiva do CDFCF ficou evidente que a Câmara Municipal do Tarrafal sabia do adiamento da partida para terça-feira (“por ter inclusive negado dispensar cinco trabalhadores para o jogo”) e conclui que houve conluio entre a autarquia e a equipa para boicotar esse desafio de futebol.

Por causa disso, a Ultramarina pode incorrer à pena de derrota por 3-0, multa de quinze contos, suspensão por uma época e ainda pagar uma indemnização à FCF pelas despesas decorrentes das deslocações aéreas e permanência do Mindelense e de outros elementos em S. Nicolau.

CD

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