Voos cancelados da “TACV” começam a provocar danos no turismo em São Vicente   

1424

O cancelamento de 52 voos desde o dia 02 de Julho, que alegadamente terá afectado cerca de 7.550 passageiros, segundo um comunicado emitido ontem pela Cabo Verde Airlines, começou a provocar danos ao sector do turismo em São Vicente. O sócio-gerente do empreendimento hoteleiro Prassa 3 acaba de revelar que este empreendimento foi obrigado a cancelar 70% das reservas previstas para os meses de Julho e Agosto, por falta de disponibilidade de lugares nos voos da Binter para trazer os seus clientes.

Sem apresentar uma justificação plausível para os cancelamentos, a CV Airlines mostra-se preocupada apenas em proteger os passageiros. A companhia conseguiu assegurar a protecção de 90% dos passageiros, estando os restantes 10% em processo de tentativas de acolhimento nas melhores circunstâncias possíveis, em companhias terceiras. Estamos a trabalhar incansavelmente para remarcar todos os nossos passageiros para voos alternativos e garantir que cheguem ao seu destino da forma mais rápida e confortável possível”, lê-se na referida nota, que indica que estas são circunstâncias extraordinárias que espera sejam resolvidas nos próximos dias por forma a restabelecer a operação a curto prazo.

A verdade é que, por causa destes cancelamentos, são muitas as notícias de passageiros retidos nos aeroportos no estrangeiro, que não conseguem viajar para Cabo Verde e vice-versa. E os impactos começam a se fazer sentir também a nível dos empreendimentos hoteleiros. “Imagino ser o caso de todos os operadores do sector do turismo nesta região – hotéis, residenciais, agências de viagens, aluguer de viaturas, serviços aos turistas, etc. – com consequências directas no rendimento dos mesmos. Com a abrangência que todos reconhecemos no turismo, com impactos sérios, significativos e mesmo para alguns dramáticos em toda a cadeia de valor social e económico nesta ilha e demais companheiras”, escreve Alexandre “Xazé” Novais”, responsável de Prassa 3.

Uma situação que leva esse empresário e ex-deputado da nação a apontar as suas baterias para o ministro do Turismo e Transportes, José Gonçalves, que anunciou a reposição dos voos até finais de Agosto quando, segundo Xazé, os turistas, emigrantes e demais visitantes, estarão prestes a regressar aos países de acolhimento, para os seus trabalhos ou às aulas. Xazé lembra que o mesmo ministro já tinha anunciado que o ILS estaria implantado e operacional no Aeroporto Internacional Cesária Évora em finais de 2017 e até agora nada. Recorda ainda a promessa de quatro aviões boeings para operar em Cabo Verde e a Binter a “bombar” nas ilhas. No entanto, o que se assiste é falta de aviões para realizar as operações regulares, sejam elas internacionais ou domésticas.

O cenário vivido nos últimos tempos parece ser um mau agoiro para os festivais Kavala Fresk e Baía das Gatas, que acontecem respectivamente no dia 14 de Julho e meados de Agosto, e que dependem dos voos internacionais e inter-ilhas para o transporte de convidados, artistas, técnicos, emigrantes e pessoas das outras ilhas. Isto sem contar com o Carnaval de Verão, agendado para o dia 7 de Agosto, e que deverá trazer à cidade do Mindelo uma caravana do Brasil, encabeçada pelo cantor Dudu Nobre.

Constânça de Pina

(Visited 2.870 times, 1 visits today)

3 COMENTÁRIOS

  1. DEFINITIVAMENTE CABO VERDE NÃO TEM GOVERNO, A INCOMPETÊNCIA é GRITANTE E DESESPERANTE. NÃO HÁ UMA ÚNICA SOLUÇÃO PLAUSÍVEL POR PARTE DESTE governo. O POVO TODO COMEÇA A FICAR ASSUSTADO COM ESSA GENTE DESGOVERNADA.

  2. Que tivessem facilitado e aprovado a entrada das companhias low cost no pais resolvia muita coisa, mas querem e proteger a falida tacv e falir o pais tb

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here